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Não Me Façam Perguntas Difíceis a Esta Hora

Poderia ser um blog sobre tudo e mais alguma coisa, mas o principal são os livros.

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07.05.24

Sobre o Livro #56 A Imperatriz da Lua Brilhante de Weina Dai Randel e Duas Noites em Lisboa de Chris Pavone


Tânia Barriga

Olá!

Hoje trago-vos duas opiniões de dois livros, ambos classificados com três estrelas, mas que me deixaram com sensãções muito diferentes: A Imperatriz da Lua Brilhante e Duas Noite em Lisboa. 

Estes dois livros estão integrados no projeto de 2024 que criei para ler a minha TBR física. Cada mês, os seguidores escolhem um número e eu leio esse livro. O do mês de Janeiro foi o calhamaço do Chris Pavone, Duas Noites em Lisboa, um thriller, disfarçado de policial passado em Lisboa. O do mês de Fevereiro foi o livro sobre A Imperatriz da Lua Brilhante.

Comecemos pelo livro do mês de Janeiro. 

Chris Pavone escreveu um livro de 553 páginas sobre um rapto que acontece em Lisboa. Toda a ação decorre em 2 noites. Não há necessidade de saber mais do que isto. 

Enquanto eu acho que o livro teria potencial se fosse estruturado de outra forma, na minha opinião ficou áquem das expectativas. Chris Pavone faz viagens no tempo para explicar e justificar as reações de uma das personagens a determinadas situações. Contudo, essas viagens no tempo são demasiadas pormenorizadas e acaba por quebrar o ritmo da história. Este ritmo só é ganho, mais uma vez, quando o leitor regressa ao presente e acompanha o desenrolar da investigação do rapto. Outro defeito, na minha opinião, é que a história acaba por ficar longa e a sensação com que o leitor fica é de que o título é enganador. Aliás, se o livro tivesse 200 a 300 páginas ganharia muito mais. 

Acabei o livro com um sentimento agridoce, sem dúvida. Não é um livro que recomende, sem antes dizer vão com tempo e com paciência. 

O livro do mês de Fevereiro foi a Imperatriz da Lua Brilhante de Weina Dai Randel. Weina conta a história de Mei, uma jovem que é levada para a corte imperial chinês e que mergulha à força nas intrigas da corte. Baseado em factos verídicos, a autora convida o leitor a mergulhar na corte imperial chinês. Revela-nos como eram as tradições a todos os níveis, como também relata o tamanho das intrigas imperiais. A descrição dos pormenores dos rituais, dos fatos, das vénias, das sensações fez com que eu sentisse que estava na primeira fila a assistir. Gostei muito do trabalho de pesquisa feita pela autora. 

Ao contrário do livro de Janeiro, foi um livro que me satisfez, que me deu curiosidade para conhecer mais do trabalho da autora. 

Dois livros, a mesma pontuação, duas sensações diferentes. Vamos ver o que o livro de Março me fará sentir. 

Também já vos aconteceu? Darem a mesma pontuação a dois livros diferentes ?

Beijinhos,

Tânia