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Não Me Façam Perguntas Difíceis a Esta Hora

Um blog sobre os gostos literários, televisivos e cinematográficos de alguém que tem muitas aventuras para partilhar com a sua Baby e sem ela...

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18.04.20

Sobre o Livro #35 A Guerra Aqui Tão Perto


Tânia Oliveira

" Porque mesmo que seja uma coisa horrível para se ter, se eu não tivesse isso, não teria nada." Haruko

"Se Haruko disse isso, mentiu." Margot

A Guerra Aqui Tão Perto 

(imagem copiada do site da topseller)

Título: A Guerra Aqui Tão Perto

Autora: Monica Hesse

Editora: TopSeller Bliss

"A Guerra Aqui Tão Perto" é uma obra de ficção inspirada numa parte da história da Segunda Guerra Mundial pouco conhecida ou falada, os campos de realojamento ou de concentração dos EUA. Apesar das condições destes lugares não se assemelharem, por exemplo aos campos nazis, as pessoas que viviam lá: não tinham liberdade para sair e a comida era racionada, entre outros fatores. A criação destes campos foi, supostamente, uma resposta do governo norte-americano ao ataque japonês feito contra o Pearl Harbour. Estes lugares serviam para realojar alemães, japoneses e italianos suspeitos de espionagem ou na minha modesta opinião, por serem, simplesmente, incómodos para os seus vizinhos norte-americanos. O campo que serviu de inspiração histórica à escritora foi o de Crystal City.

Esta pequena introdução histórica é relevante para compreenderem o porquê deste livro se diferenciar de tantos outros dentro desta temática. 

A sinopse do livro baseia-se em duas raparigas, uma alemã e outra japonesa, que em circunstâncias completamente imprevisíveis encontram, uma na outra, o conforto que precisam para enfrentar os obstáculos que aquele campo representa para cada uma das famílias. 

A autora alterna entre Margot e Haruko para demonstrar os sentimentos que cada uma sentia, em relação ao campo, às famílias e especialmente, à outra. Para mim, esta é uma das melhores características desta obra. A relação entre as duas, as insinuações, o medo de serem descobertas,  o receio de assumirem aquilo que lhes ia nas almas. Não há um comportamento explícito, mas acaba por existir um comportamento bastante comprometedor  para elas. Para mim, foi uma das mais bonitas histórias de amor ou não-amor que já li desde sempre. 

Todavia este livro não é só maravilhoso, por causa, desta história. A autora conseguiu incorporar muitos dados e informações históricas de registos, de entrevistas no livro. Não são colocadas de forma forçada. São descritos com uma suavidade encantadora. 

Que mais posso dizer sobre este livro?

Leiam-no, devorem-no até à última página e... Já agora, digam-me o que acharam. 

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Kisses,

Tânia Oliveira

 

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