Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Não Me Façam Perguntas Difíceis a Esta Hora

Um blog sobre os gostos literários, televisivos e cinematográficos de alguém que tem muitas aventuras para partilhar com a sua Baby e sem ela...

Não Me Façam Perguntas Difíceis a Esta Hora

Um blog sobre os gostos literários, televisivos e cinematográficos de alguém que tem muitas aventuras para partilhar com a sua Baby e sem ela...

13.04.20

Sobre o Livro #33 A Morte do Papa de NunO Nepomuceno

#thrillernocoelho - desafio organizado pela A Mulher que Ama os Livros e AngiexReads


Tânia Oliveira

WhatsApp Image 2020-04-12 at 23.27.58.jpeg

 

"Os problemas do mundo irão chegar ao fim quando todas as nações, em harmonia, com as leis que regem os direitos de autor, obrigarem a que o Antigo Testamento seja prefaciado: Esta é uma obra de ficção. Por favor, mantenha-a longe das crianças."

Albino Luciani, 13 anos. 

Esta citação marca o início desta obra. A Morte do Papa é um thriller escrito por Nuno Nepomuceno, inspirado em fatos reais sobre a morte do Papa João Paulo I, também conhecido como o Papa Sorriso de Deus. O seu pontificado durou somente 33 dias, segundo a versão oficial do Vaticano.

A sinopse deste livro baseia-se nas circunstâncias duvidosas da morte do papa Mateus I (nome do papa do livro) e no papel desempenhado por um conjunto de personagens: ou no encobrimento ou na revelação dessas mesmas circunstâncias. Contudo, este livro não se resume somente a estes factos, isso seria aborrecido! Estejam descansados, este livro é tudo, menos aborrecido! 

Esta obra conta, mais uma vez, com algumas personagens conhecidas do universo criado pelo autor,  como por exemplo Afonso, Diana, Rodrigo, Ahmad, entre outras. 

Porque é que gostei tanto do livro?

O autor, neste livro, foi atrevido e não teve quaisquer papas na língua. Quando um thriller aborda a religião acaba, normalmente, de duas formas: ou é muito informativo e no final, já só se torna chato ou tens informações relevantes, qb em quantidade, e o livro entusiasma o leitor. Nuno expõe os argumentos do seu livro, sem medos, que se reflete nas personagens, na linguagem usada e na forma como tudo é descrito. Tudo aquilo que os leitores possam pensar sobre o Vaticano, é exposto. Ninguém e nada é poupado.

Apesar da complexidade, a linguagem não deixa de ser acessível, mesmo quando são diálogos, entre personagens de relevo do Vaticano, e existe formalidade na forma de tratamento e conteúdo dos diálogos. Uma das coisas que mais gostei neste livro, para além da linguagem, foram as personagens.  Por ser um thriller religioso, o leitor pode pensar que existem personagens 100% boas e 100% más. No universo de Nuno Nepomuceno, não existe tal designação. Temos diversos tipos de personagens que agradarão a gregos e troianos. As personagens ditas "boas" sofrem com os seus próprios demónios e frustrações, como as personagens "más", por vezes, têm um vislumbre de bondade nas suas atitudes.  Tal como em livros anteriores, o cristianismo e o islamismo encontram-se nos livros do autor, mas sem favoritismos, o que hoje em dia, é de louvar. 

Recomendo este livro a quem gosta de thrillers, especialmente aqueles que possuem uma forte vertente religiosa. 

Quem já leu este livro? O que acharam?

Partilhem as vossas opiniões:

nos comentários ou no twitter @Blog_NMFP ou no insta @BLOG_BNMFP.

Kisses,

Mummy