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Não Me Façam Perguntas Difíceis a Esta Hora

Um blog sobre os gostos literários, televisivos e cinematográficos de alguém que tem muitas aventuras para partilhar com a sua Baby e sem ela...

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18.03.20

Sobre o Livro #32 O Tatuador de Auschwitz


Tânia Oliveira

Olá.

O Tatuador de Auschwitz foi-me oferecido pela Blomreads numa troca de prendas de amigo secreto no Natal.

Se existia livro com o qual tinha muitas expectativas, era este.

Contudo, não consegui criar a ligação de que estava à espera. 

Mas antes de mais, vou-vos contar qual a sinopse deste livro.

Sinopse: Este livro é baseado na ida de Lale Sokolov para o campo de Birkenau-Auschwitz, onde é obrigado a tatuar os números dos prisioneiros nos antebraços. É lá que encontra o amor, no pior lugar do mundo, naquela época.  

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Este livro é baseado em fatos verídicos. A escritora, Heather Morris, passou mais de três anos a entrevistar Lale para poder contar a sua experiência indescritível ao mundo, desde o momento em que se voluntariou para poder salvar a família até ao momento em que conseguiu refazer a sua vida, depois de ter ultrapassado tantos obstáculos. 

Este livro mistura o passado de Lale, antes do campo, com o presente de Lale, com a vida dele no campo. A partir do momento, em que ele contra a Lale que o objetivo de Lale passa a ser sobreviver e a conquistar Gita. E é sob este aspeto que o livro assenta. A história é fluída e simples, apesar do tema que é retratado. Contudo, como leitora, não me consegui identificar com o livro, nem com as personagens principais. Consegui sentir mais empatia com as personagens secundárias, como a Cilka, ou a comunidade cigana ou as crianças. 

Na minha opinião, este livro poderia resumir-se como uma história de amor que ocorreu numa época horrível na história da Humanidade, que só pretendiam sobreviver e ter uma vida normal, sem serem julgados pela religião, cor da pele, ou mesmo nacionalidade.

Não obstante eu não ter conseguido criar uma ligação com este livro, não significa que não deva ser lido. Nós, leitores, temos opiniões muito subjetivas. O que me emociona a mim numa história, pode não emocionar outro leitor. E está tudo bem com isso! Não é por darmos 3 estrelas a um livro ou 4 estrelas que um livro é melhor ou pior. Depende muito do estado de espírito do leitor no momento, da forma como ele se conecta com a história e com as personagens. 

Mas leiam e criem as vossas opiniões e depois partilhem! O melhor deste mundo é ter alguém com quem discutir os livros lidos! 

Recomendo este livro a quem gosta de ler livros sobre os campos de concentração, como também a uma boa história de amor. 

Já leram esta história?

O que acharam? 

Partilhem nos comentários ;)

Kisses,

Mummy