Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Não Me Façam Perguntas Difíceis a Esta Hora

Um blog sobre os gostos literários, televisivos e cinematográficos de alguém que tem muitas aventuras para partilhar com a sua Baby e sem ela...

Não Me Façam Perguntas Difíceis a Esta Hora

Um blog sobre os gostos literários, televisivos e cinematográficos de alguém que tem muitas aventuras para partilhar com a sua Baby e sem ela...

14.03.20

Sobre o Livro #30 O Labirinto dos Espíritos

Conclusão da leitura da saga - O Cemitério dos Livros Esquecidos - #asombradoventosquad


Tânia Oliveira

Olá :)

Antes de iniciar a recitar a minha opinião sobre este livro, queria só dizer que existem muitas coleções de livros por aí e qualquer uma delas pode marcar-nos de alguma forma. A saga d'O Cemitério dos Livros Esquecidos juntar-se-á às outras coleções que ocupam o meu coração. Obrigada, Carlos Ruíz Zafón. 

89850226_2472402696405075_2055360447791497216_n.jpg

Este livro é a conclusão de uma aventura épica que começou há alguns meses com o simples objetivo de (re)ler a obra, A Sombra do Vento, do mesmo autor. As obras anteriores são : A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu. Aconselho, vivamente, a lerem por esta ordem, irão compreender muito melhor todo o universo criado pelo autor, tal como as suas personagens. 

O Labirinto dos Espíritos é um livro que possui diversas histórias que se interligam de uma forma viciante para o leitor. Cada parte do livro concentra-se numa cidade ou numa época e a ação acompanha todas estas fases. A ação varia entre Madrid ou Barcelona ou em lugares emblemáticos para o desenrolar da história. Em muitos destes lugares, acontecem milagres ou cenas horripilantes. As descrições de algumas destas passagens podem levar o leitor: 

a) a quererem fechar o livro por raiva;

b) a quererem matar alguma personagem por estarem a prejudicar a vossa personagem predileta;

c) a assistirem ao vosso coração a derreter com passagens tão marcantes e tristes ao mesmo tempo. 

Se as mesmas serão justas ou não, caberá ao leitor, tomar a decisão final. 

Mas esta para mim, ainda não é a melhor parte. O melhor desta obra são as personagens. Encontramos um rol de respostas que vinham desde o primeiro livro, como também nos deparamos com personagens antigas e novas. Reencontramos velhos e novos ódios de estimação, como também mergulhamos no maravilhoso mundo das personagens femininas criadas por Zafón (desde a mulher de família, até à mulher cristã ou mesmo passando pela mulher que renasce para se vingar), como também pelas personagens masculinas carismáticas e que habitam o nosso coração desde sempre, como o nosso querido eloquente e sarcástico Férmin. 

Zafón é mestre em criar personagens diabólicas. Neste livro, conhecemos o Leandro, que é simplesmente, um sociopata com requinte e bom gosto. Ele possui o dom de resgatar raparigas destruídas para as reconstruir para seu bel-prazer e quando elas deixam de ser úteis... 

Conhecemos também Hendaya, discípulo de Fumero, que com ele aprendeu, a melhorar até, as artes do interrogatório - ou como se chama em lugares civilizados - tortura. Quando achamos que não poderia existir ninguém pior do que o Fumero, Zafón criou Hendaya para nos mostrar o quão enganados estávamos. 

Reencontramos Mauricio Valls, personagem que vinha do livro O Prisioneiro do Céu, e apesar de todo o mal que ele fez, o final foi merecido e o desenrolar da trama foi épico e muito merecido. 

Alicia é a minha personagem preferida deste livro. Renasce de um cenário de guerra, para se transformar numa femme fatale ou simplesmente, numa pessoa de quem precisa que cuidem dela, mas cujo orgulho impede o pedido de ser concretizado. 

Mataix e a história da sua família, para mim, foi o que me custou mais ler. Partiu-me o coração. Férmin, com a sua retórica sarcástica e eloquente; Isabella, com o seu sentido de justiça; David, o eterno atormentado; o Pai Sempere, com a sua bondade infinita; Bea, uma mulher com mais corajosa do que muitos homens; Daniel, o rapaz que só quer fazer o bem, mas que só se mete em confusões; Isaac, guardião dos livros; Carax, o detentor da caneta de Victor Hugo e da magia que ela desenhava, entre tantas outras personagens que ficarão para sempre guardadas na minha memória. 

Embora o final não seja aquele final épico de que o leitor estará à espera, na minha opinião foi o mais indicado. Só um aparte, o final, apesar de tudo, não gostei do papel da Valentina. Era desnecessário. 

Para concluir, devo dizer que amei a conclusão desta saga e da companhia das meninas que fizeram parte do grupo #asombradoventosquad. 

Quem é que leu esta saga?

O que é que acharam desta obra?

Personagens favoritas?

Ódios de estimação?

Partilhem tudo nos comentários :)

Kisses, 

Mummy