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Não Me Façam Perguntas Difíceis a Esta Hora

Um blog sobre os gostos literários, televisivos e cinematográficos de alguém que tem muitas aventuras para partilhar com a sua Baby e sem ela...

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09.03.20

Sobre o Livro #29 O Prisioneiro do Céu (tem spoilers!)

Continuação da leitura da saga - O Cemitério dos Livros Esquecidos - #asombradoventosquad


Tânia Oliveira

Hello. 

O Prisioneiro do Céu é o terceiro livro da coleção escrita por Carlos Ruíz Zafón do "Cemitério dos Livros Esquecidos". 

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Lembro-me de que a primeira reação de que tive foi que livro tão pequeno quando comparado aos outros 3 desta coletânea. Só possui 393 páginas contra as 521 páginas d'A Sombra do Vento, as 576 páginas e as 845 páginas do Labirinto dos Espíritos. Vi esta informação no Goodreads e por curiosidade li os primeiros comentários sobre o livro, um deles dizia algo parecido a "Zafón tinha sido pressionado a escrever depressa e este livro não tinha a qualidade dos outros." Comprei-o à mesma, mas admito, mea culpa, fiquei ligeiramente apreensiva. Aquele comentário fez-me balançar e ainda nem sequer tinha dado uma oportunidade ao livro. Li-o e senti os estilhaços do telhado de vidro a caírem sobre mim. 

Simplesmente adorei a história por uma simples razão: podemos conhecer o passado tenebroso de uma das personagens mais queridas e cómicas desta saga, Fermín Torres. A sua história confunde-se com a história do Conde de Monte Cristo escrito por Alexandre Dumas, todas as artimanhas usadas e verificar como a maldade, a inveja e mesquinhez humana viajam de livro para livro somente para mudarem de nome, refiro-me, obviamente para quem conhece, ao Mauricio Valls. A forma como Zafón imaginou todo este ambiente ao criar ligações diretas ou indiretas entre as várias personagens, ainda hoje me surpreende. Para quem já leu, sabe que falo da personagem de David Martín que, no final do livro O Jogo do Anjo, "parecia ter ficado bem", mas que parte o coração ao leitor com o seu sofrimento e sentido de justiça. Apesar de serem poucas personagens a entrarem neste livro, quando comparado aos outros, todas as "personagens boas" ou que se pautam pelo bem sofrem imenso neste livro, o que simplesmente me revoltou imenso. 

No fundo, Zafón já nos estava a preparar para o que vinha aí no último livro, O Labirinto dos Espíritos. O leitor é que não sabia.

Duas últimas notas:

1ª O autor refere que cada livro é independente, no sentido de que não é preciso ler por uma ordem específica para se entender a história. É verdade, o leitor entende a história, mas eu discordo do autor. Acho que se deve ler pela ordem que ele escreveu. A experiência para o leitor é outra. 

2ª Apesar de ter amado outras personagens de Zafón, atrevo-me a dizer de que Fermín Torres é uma das minhas preferidas. 

 

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