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Não Me Façam Perguntas Difíceis a Esta Hora

Um blog sobre os gostos literários, televisivos e cinematográficos de alguém que tem muitas aventuras para partilhar com a sua Baby e sem ela...

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22.11.19

Sobre o livro #24 A Irmandade de Pedro F. Ribeiro


Tânia Oliveira

Hello. 

Livro cedido pelo autor, Pedro F. Ribeiro.  #Parceria

E se a tua família fosse assassinada e tu tivesses oportunidade de te vingar?

Escolhias ficar num grupo militar, vingares-te e não teres qualquer tipo de relação

ou preferirias viver na ilusão de uma vida normal? 

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Lucas, o personagem principal, vê-se obrigado a tomar uma decisão quando se encontra sozinho no mundo, após a sua família ter sido assassinada e ter sido adotado por Hércules, um membro do grupo militar A Irmandade.

O livro de estreia de Pedro F. Ribeiro é um thriller que explora uma associação secreta militar através da ingressão e do treino de Lucas com intuito em vingar a sua família, para numa segunda fase poder concretizar essa intenção. Contudo, tal como num bom thriller, nem tudo corre como é esperado, especialmente quando o inesperado decide tomar conta do rumo da história. 

Numa primeira parte do livro, o leitor compreende tudo sobre o passado da personagem e como a associação funciona. É nesta fase que também conhecemos outras personagens que estão envolvidas com maior ou menor intensidade na história (Hércules, Atlas, Prometeus, entre outras). Apesar desta parte ser mais calma, é necessária para compreender a segunda parte, a qual é definitivamente mais intensa e com mais ação. É nesta que descobrimos personagens novas com uma personalidade inquietante e desconcertante, como por exemplo o Mocho. 

Mas vamos lá à opinião... 

Ler este livro foi como andar numa montanha-russa, começamos devagarinho, para logo a seguir entrarmos num misto de emoções com as escolhas feitas pelo escritor no que toca à história. Nós, leitores, sabemos que adoramos ou odiamos uma história quando as nossas emoções estão ao rubro. As minhas foram testadas, fortemente, com o Hércules e o Lucas, já para não falar nos meus ódios de estimação que foram o Atlas e o Mocho. Querem saber o porquê? Têm de ler a história!

O ritmo da história é fluído. Acaba por ficar mais intenso na segunda parte, a que acabei por gostar mais. A escrita é simples, mas não é aborrecida. Está concisa e o escritor não gastou tempo em impingir passagens desnecessárias aos seus leitores. (O que nós, leitores, agradecemos!) Sendo os capítulos, na sua maioria, curtos só facilita a leitura da obra. 

As personagens estão bem construídas e pensadas, tanto as masculinas, como as poucas femininas que aparecem na obra. Nesta obra, acabei por gostar mais das personagens masculinas do que das femininas. Talvez pelo passado deles na história ou mesmo pelo papel relevante que possuem na ação, em particular quando discutem temas como as escolhas feitas pelos antepassados, as próprias noções do bem e do mal ou até mesmo a própria definição de humanidade e o seu próprio futuro.

As cenas de ação estão repletas de suspense e os seus pormenores são bem explícitos, deixando-nos boquiabertos com certas passagens, em particular pela crueldade dalgumas situações, o que só intensifica o amor ou o ódio por certas personagens. 

É um livro que possui 239 páginas, mas que ao contrário de alguns livros lidos este ano, não possui "palha" e não engana na sinopse (como já aconteceu com outros livros). 

Por isso, para quem gosta de um bom thriller, não deixem de ler a obra de estreia deste escritor. Vale a pena! Além disso, discute-se tanto ajudar a literatura portuguesa a crescer e a divulgação de novos talentos, por isso, nós, leitores podemos fazer a nossa parte. Caso queiram adquirir a obra de estreia dele, pode entrar em contacto diretamente com o escritor Pedro F. Ribeiro, através da sua conta de instagram @pedrofribeiro93.

Ficaram curiosos?

Gostaram?

Deixem as vossas opiniões nos comentários. 

Kisses,

Mummy.