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Não Me Façam Perguntas Difíceis a Esta Hora

Um blog sobre os gostos literários, televisivos e cinematográficos de alguém que tem muitas aventuras para partilhar com a sua Baby e sem ela...

Não Me Façam Perguntas Difíceis a Esta Hora

Um blog sobre os gostos literários, televisivos e cinematográficos de alguém que tem muitas aventuras para partilhar com a sua Baby e sem ela...

17.10.19

Sobre o Livro #13 Diz-lhe Que Não de Helena Magalhães


Tânia Oliveira

Hello :)

#IBlogEveryDay - Dia 10

#booksweek

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O livro Diz-lhe que Não é o terceiro livro escolhido desta #booksweek. Para além de escritora, Helena Magalhães, é uma bookgrammer, feminista, ávida leitora, não tivesse criado um grupo de leitura no instagram (@hmbookgang) e mais recentemente, empresária em nome própria. Está a criar e desenvolver produtos de papelaria (@hellomagapaper), onde também podem descobrir outros produtos, como vasos para plantas ou t-shirts com frases que incentivam o amor próprio e o amor aos livros, está claro.

Imaginei inúmeras vezes como começaria este post, a dada altura imaginei que estaria numa esplanada a falar com a Helena e entre risos e choros, desabafávamos o que nos ia na alma no mundo do amor e das conquistas. Apesar de não a conhecer, acho que não levará a mal se a tratar por tu e em vez de dar a típica opinião do livro, se escrever-lhe uma espécie de carta. Aqui vai:

"Querida Helena, 

Acabei de ler o teu livro e estou a chorar. Eu sei que se contar isto a alguém, vão dizer que estou a exagerar e como é possível simples palavras provocarem-nos lágrimas ou relembrar uma dor já antiga no peito, não é? Já estou a imaginar os risos, mas tu, eu e tantas outras e outros, sabemos bem lá no fundo, que só quem passa por elas, é que sabe o quanto dói, o quanto custa a passar. Eu chorei e chorei bem e agradeço-te por isso. As histórias que partilhaste, bem sei, que não são completamente verdadeiras, mas também não são, de todo, 100% ficcionais, são histórias tuas e das tuas amigas, mas verdade seja dita: essas histórias poderiam ter outras protagonistas e não perderiam qualidade porque essa é a realidade, qualquer uma de nós poderia ser a protagonista numa história tua. 

As histórias que tu escreveste não são todas tristes, algumas dão para rir. Aliás se formos analisar bem, todas elas dão para rir, ou devido ao ridículo que alguns exemplares masculinos chegam ou de como as situações em que nos envolvemos acabam por cair no ridículo. Sim, contra mim falo. Estas histórias são sobre tudo o que o Amor, uma relação entre duas pessoas não deve ser, entre escolher o diferente ao invés do mais fácil, entre escolher o amor próprio ao acomodarmos-nos a alguém que tem medo de ficar sozinho. O Amor é mais do que isto, é mais do que aquilo a que nos habituamos a ter, a viver. 

Não é fácil, tu dizes isso nas entrelinhas, eu sei! Mas também não é suposto ser, não é? Tu escreveste uma frase que me ficou na memória:

"Os meus amigos acham-me complicada, dizem que procuro o impossível, que coloco defeitos em todos os homens.(...) Porque mesmo que uma mulher seja a mulher certa, o homem errado vai continuar a ser o errado."

Tu não imaginas o quanto a passagem anterior me tocou, era o que precisava de "ouvir" e por isso, te agradeço. 

O teu livro deveria ser de leitura obrigatória para todos os seres humanos que acreditam no Amor, todos. Para se tornar daquelas notas mentais que nós escrevemos a nós próprios, em que dizemos que merecemos mais e melhor; que não somos complicados, nem exigentes, simplesmente, não queremos ilusões visto que a ilusões dizemos não e ao amor dizemos sim, nem que seja ao amor próprio!

Por tudo isto, obrigada Helena!"

Para finalizar, devo acrescentar que os textos são fluídos e escritos com a dose de humor necessária para uma pessoa não chegar ao fim de um capítulo sem esperança no ser humano e com vontade de cometer uma loucura. Aconselho a leitura a todos! Vão chorar, mas não se preocupem que não serão só lágrimas de tristeza, também chorarão de tanto rir!

Quem já conhece a escritora Helena Magalhães? Já leram este livro? Ficaram interessados?

Contem-me tudo nos comentários, aqui abaixo, ou na publicação da foto do instagram (IG_BNMFP)

Kisses, 

Mummy

17.10.19

Sobre o Livro #12 O Pão de Açúcar de Afonso Reis Cabral


Tânia Oliveira

Hello.

#IBlogEveryday - Dia 9

#booksweek

O segundo livro da #booksweek é sobre o livro escrito por Afonso Reis Cabral, O Pão de Açúcar. Antes de opinar sobre este livro, é necessário conhecer o percurso deste escritor de tão tenra idade, mas possuidor de um talento promissor que de tenro não demonstra ter nada. Afonso Reis Cabral, 29 anos de idade, mas já venceu o Prémio Leya (2014) com o obra Meu Irmão. Três anos depois, venceu o Prémio Europa David Mourão-Ferreira na opção de Promessa e passado um ano desse prémio, voltou a vencer um prémio, o Prémio Novos, no grupo Literatura. Este ano, venceria o Prémio Saramago com a obra Pão de Açúcar. 

Pão de Açúcar é uma obra literária que se baseia num caso verídico. Ainda antes de dar a minha opinião sobre a obra, é importante esta contextualização. Gisberta era uma transexual brasileira que, aquando do crime, se encontrava a viver num edifício abandonado, no Porto, o Pão de Açúcar. Nas imediações, existia um colégio reformatório só de rapazes. Após um breve contato de três rapazes com Gisberta, ela acabaria morta, por afogamento num poço, devido às agressões físicas que sofreu de um grupo de rapazes que estudava neste colégio. Quando o crime ocorreu, só um dos acusados tinha 16 anos, o restante grupo era menor de idade. 

É sobre este crime hediondo que Afonso Reis Cabral escreve. Ele refere, numa nota de autor, que estudou todo o processo criminal, pesquisou bastante sobre o caso, chegou ao ponto de ler uma tese de doutoramento sobre o tipo de instituições em que este grupo de rapazes viviam. Após algumas tentativas de contacto, conseguiu falar com Rafa e foi baseado na voz dele, que ele contou a história, as mágoas, a tristeza, a dualidade de sentimentos perante Gisberta. Este livro não é fácil de ler! É um constante murro no estômago! Apesar do crime que cometeram, o próprio leitor sente-se dividido perante esta situação. O contexto em que estes jovens viviam, sem amor, sem carinho, num bullying constante entre eles mesmos e entre as pessoas que os deviam proteger, o receio de serem colocados de parte por demonstrarem medo ou fraqueza ou de mostrarem carinho e serem rotulados de homossexuais.Pior que a violência que estes rapazes praticaram, foi a falta de oportunidade que não tiveram de seguir outro caminho. Parecia que já estavam condenados a uma vida miserável, não viam que podiam ter outra alternativa. Todos estes sentimentos estão bem patentes no nível de linguagem usado, cru, visceral, cruel e real. 

Mas o escritor foi mais longe, imaginou, de igual forma, a voz de Gisberta, os sonhos que teve, a vida que adorava ter, o inferno que viveu na terra natal com a não-aceitação por parte do pai, de quem fugiu para vir encontrar um refúgio num edifício abandonado,após vida de altos e baixos por terras lusitanas, em particular por terras portuenses. Só desejava carinho, paz, sossego, ser ela própria sem ter de enfrentar todos os preconceitos bacocos de quem não entende o que é enfrentar o preconceito, a ignorância. Infelizmente o que ela encontrou naquele edifício abandonado naqueles jovens foram murros, pontapés, insultos amolecidos por gestos gentis dias antes da sua morte. 

Gisberta foi capa de muitas capas de jornais, de muitas aberturas de jornais da tarde e telejornais, acabou, inevitavelmente, por ser o rosto de quem sofria do preconceito da transfobia. 

Este post não poderia acabar de outra forma que não com a frase publicitária da obra do autor nesta obra:

"Quando a vida é mais cruel do que a ficção."

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Quem é que já leu esta obra? 

Digam-me o que acham nos comentários do post

ou na publicação do post no instagram ( IG_BNMFP)

Kisses,

Mummy

15.10.19

Sobre o Livro #11 Vox - Christiane Dalcher


Tânia Oliveira

Hello :)

#IBlogEveryday - Dia 8

#booksweek

Esta semana será dedicada a opiniões de livros já lidos, nos últimos tempos. Muitas vezes, lemos um livro que nos afeta, seja pela positiva ou pela negativa, que não sabemos qual a forma mais correta do abordar, de contar a sinopse, de nem sequer conseguir falar sobre todos os sentimentos provocados pela obra. O livro Vox, da escritora Christiane Dalcher, é um livro desses. 

A sinopse deste livro remete-nos para uma sociedade distópica, em que as mulheres perderam todos os seus direitos (desde o direito a viajar, a trabalhar) e foram obrigadas ao uso de uma pulseira, de modo a que o seu pensamento fosse controlado em absoluto. Só podiam dizer 100 palavras durante o dia todo. Somente 100 palavras.

Esta história aborda a luta de uma mulher que luta pelo poder de querer falar, sentir, exprimir-se num mundo em que não pode. Esta história aborda a luta de mulher que luta não só por ela, mas por todas aquelas que não têm voz, ou não têm idade para o fazer. Esta história aborda a luta de alguém contra um poder opressivo. Repetitivo, não é?

Christiane Dalcher foi extremamente inteligente. Soube agarrar numa simples premissa e provocar toda uma mescla de sentimentos nos seus leitores, sejam eles de que género forem. À medida que avançamos na história, a raiva perante certas personagens crescem a um nível absurdo (a maior parte será sob personagens masculinas e algumas femininas), enquanto a nossa empatia, solidariedade é posta em causa em diversas situações vividas por personagens femininas na história. A incapacidade de lutarem contra a opressão, em situações tão básicas, como ir ao supermercado ou ter acesso a um meio de comunicação. Esta fórmula funciona bem porque é uma possibilidade que alguns países, dito desenvolvidos, poderão enfrentar um dia. Esta fórmula funciona sempre bem porque as sociedades dos países desenvolvidos conhecem demasiados exemplos de sociedades de alguns países considerados desenvolvidos e de países subdesenvolvidos, em que situações semelhantes a que estão descritas na obra, acontecem. Não quero afirmar que as razões sejam religiosas, poderão ser, mas também poderão estar de tal forma enraizadas culturalmente, que mudar esta mentalidade irá demorar mais do que uma geração. Para além desta obra falar sobre a desigualdade (imaginária) daquela sociedade, também discute pontos interessantes: como foi tão fácil este género de ideias chegar ao governo; como as pessoas acomodaram-se porque lutarem contra este tipo de ideias é mais difícil do que levantar o rabo do sofá; de como é tão fácil fazer uma lavagem cerebral usando o sistema educacional ou insultando ou insinuando aspetos negativos sobre a pessoa, tendo como base a raça, educação, orientação sexual, por exemplo. 

Leiam este livro, não é uma sugestão, não é uma recomendação, é uma leitura obrigatória! O texto é fluído, não vão conseguir parar de ler, a não ser que a revolta em vós mesmas/os, vos faça parar, como fez a mim. São necessárias mais obras deste género, distopias - sociedades imaginárias que vivem de forma opressiva- para lutarmos contra extremismos, discursos fáceis e o comodismo de não enfrentar, de não lutar, de ficar à espera que alguém o faça por nós.  

Este livro não estava para ser o primeiro da lista da semana #booksweek, mas acabou por ser devido às eleições legislativas que ocorreram em Portugal, no dia 6 de Outubro. Este dia ficará marcado na história da democracia portuguesa, como um dia em que a taxa de abstenção, mais uma vez, atingiu níveis surpreendentes e que um elemento de um partido de extrema direita conseguiu um assento parlamentar. Muitos dirão que existem partidos na Assembleia da República Portuguesa que também poderão ser considerados de extrema esquerda e que ninguém se revolta contra eles. Sejam de esquerda ou de direita, extremismos não deveriam ter assento parlamentar. Não é só povo português, acho que nenhuma sociedade aprendeu o quão fácil é este tipo de discursos infiltrar-se nas cabeças das pessoas, afinal eles só querem o nosso bem?! 

Este tipo de discursos, são de extremos, ou seja, ou estão a favor, ou estão contra. Caso estejam contra, não vão querer saber de nada sobre ti porque tu não os estás a apoiar. Eu só estou a constatar factos. Vejam o que aconteceu aos inimigos de Estaline (extrema-esquerda), Hitler (extrema-direita), Fidel Castro (extrema-esquerda), Chávez (extrema-esquerda), entre tantos outros. Para o lugar deste último, foi Nicolás Maduro que não quer saber do que se passa no seu próprio país. Qualquer tentativa de mudança política é interpretada como crítica. Todos eles entraram de mansinho, com ideias que qualquer pessoa poderia ter, mas que eles souberam usar com uma inteligência, no mínimo, manipuladora. Resultado? 2 Guerra Mundial. Se preferirem um exemplo mais recente, basta verem o que se passa nos EUA do Trump (em que ele tenta manipular o poder e derrubar os seus inimigos), ou o caso da Coreia do Norte ou o mais recente deles todos, o Boris de Inglaterra que tentou derrubar o Parlamento para levar a sua avante, ou seja, Brexit. Reflitam antes de se levarem por ideias fáceis e xenófobas, preconceituosas de partidos extremistas. Eu sei que o discurso é fácil, fica no ouvido, é só uma pessoa ou meia dúzia delas no parlamento. Qual é o problema? Certo? ERRADO! Extremismo, seja de direita ou de esquerda, não é bom! É PÉSSIMO!  A liberdade de expressão é um direito, mas não a usem como desculpa para fazerem discursos preconceituosos, xenófobos ou extremistas. 

Leiam, leiam uma distopia. Ler é o melhor remédio contra a ignorância! Informem-se, antes de se acomodarem! 

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Gostam de ler histórias distópicas?

Leram esta? O que acharam?

Deixem o vosso comentário nos comentários deste post ou na publicação do Instagram ( @IG_BNMFP )

Kisses, 

Mummy

 

 

13.10.19

Ontem, viste o episódio? #18 American Crime Story - O Assassinato de Gianne Versaci


Tânia Oliveira

Hello :)

#IBlogEveryDay - Day 7 (também -com muito- atraso, eu sei). 

Como expliquei no post anterior, American Crime Story é uma série que expõe os casos criminais mais mediáticos ou polémicos que ocorreram nos EUA. Se o primeiro post foi sobre o assassinato de Nicole Brown Simpson e Rob Goldman, hipoteticamente, assassinados pelo inocentado OJ Simpson, estrela do futebol americano; este segundo post será o sobre o assassinato do famoso estilista da casa Versace, Gianni Versace. Esta série foi baseada na obra Vulgar Favors: Andrew Cunanan, Gianni Versace, and the Largest Failed Manhunt in U.S. History  escrita por Maureen Orth, em 1999.

O título da série pressupõe que a série é sobre o assassinato do estilista da Versace, contudo a série debruça-se em demasia sobre o criminoso, o seu passado, os seus crimes e a forma como ludibriou a polícia. O seu assassino era Andrew Cunanan, considerado um assassino em série visto que, no total, assassinou 5 pessoas (incluindo Versace). Andrew Cunanan foi interpretado por Darren Criss, a verdadeira estrela desta série em conjunto com a brilhante interpretação de Donatella Versace, por Penélope Cruz.

Andrew Cunanan foi caracterizado como um génio, gay reprimido, mentiroso compulsivo e com desejos de grandeza incapaz de concretizar sem o dinheiro dos amantes que ia adquirindo ao longo da vida. Toda esta personalidade disfuncional estava escondida atrás de um discurso brilhante e eloquente. O espetador só entende a magnitude da disfuncionalidade desta personagem, quando conhece as origens familiares deste assassino. Assim que conhecemos como foi educado, percebemos a razão de ele possuir um discurso tão eloquente e ser um orador em tantos temas. Entendemos o porquê da necessidade de ser o centro das atenções e exibir-se sem qualquer género de preconceito na escola. Compreendemos o porquê de ser um gay reprimido e de consequentemente, em conjunto com todos estes fatores ter-se tornado num famoso assassino. Já que a sua grande ambição era mesmo essa a fama. Todavia, todos estes detalhes vão sendo dados ao espetador em pequenas amostras. Darren Criss, através de ações não-verbais como o olhar vazio, a frustração ou mesmo os gestos, levou a que esta série ganhasse qualidade. 

Porém, a qualidade da série não se prende somente à prestação de Andrw Cunanan, a interpretação de Penélope Cruz foi brilhante. A transformação, a pronúncia, a postura, a demonstração pública de poder em contraste com a fragilidade do luto privado, tudo isto fez com que ela partilhasse o protagonismo com Darren Criss, sem ser preciso exigir. Por outro lado, as interpretações do próprio Versace e do seu companheiro de longa data foram somente razoáveis. Esperava um pouco mais de dramatismo, de extravagância por parte do ator, Edgar Ramírez, que ficou com o papel de Gianni Versace. 

Para além de todas estas interpretações, é preciso entender o contexto social da época, em que estes assassinatos ocorreram. Eram os anos 90, preconceito contra os seropositivos, contra a SIDA, contra qualquer tipo de pessoa que tivesse uma orientação sexual diferente da norma, do exibicionismo, da vontade de sair do armário, mas ser julgado pela sociedade. Uma cena em que este aspeto está bem retratado é quando Andrew confessa à mãe que não terá filhos e ela, católica, não entende o porquê de ele dizer aquilo. Apesar de suspeitar o porquê, mas no fundo, não querer admitir. Todos estes fatores foram condicionantes na perseguição de Andrew Cunanan. A polícia parecia ter medo de questionar sobre a dualidade da sexualidade dos envolvidos, por exemplo. 

A série está razoavelmente bem feita. Na minha opinião, os aspetos positivos são as interpretações de Darren Criss e Penélope Cruz, os diálogos e a forma como o passado de Andrew foi retratado. Os elementos menos positivos foram as interpretações dos outros atores, como também o título da série induzir, seriamente, o espetador em erro. 

Se vale a pena ver? Vale, se fores fã de séries policiais e criminais. Se é urgente veres? Nem por isso. Mas ainda assim vejam a série e o porquê de Andrew Cunanan não se entregar. Para mim, lógica e naturalmente, ele nunca se entregaria. 

Quem é já viu a série? Gostaram ou também tiveram sentimentos controversos?

Digam o que acharam e partilhem nos comentários em baixo ou na publicação do instagram. :)

Kisses,

Mummy. 

 

 

 

09.10.19

Ontem, viste o episódio? #17 American Crime Story - O Caso de OJ Simpson


Tânia Oliveira

Hello.

#IBlogEveryday - dia 6 (com atraso, eu sei!) 

American Crime Story é o nome de uma série que aborda de forma impressionante os casos criminais mais polémicos da história dos Estados Unidos da América. O primeiro a ser abordado foi o caso de OJ Simpson e o segundo foi o assassinato de Gianni Versace. 

A primeira temporada retrata todo o aparato mediático que se desenrolou em torno do assassinato da ex-mulher de OJ Simpson - Nicole Brown Simpson - e o namorado dela Rob Goldman.

Para entender o mediatismo que este crime recebeu na época, é necessário entender o tipo de celebridade que OJ Simpson era. Em primeiro lugar, devido ao facto de ser negro e de ter alcançado um grande nível de sucesso, ele era visto como um herói para a comunidade negra. Em segundo lugar, para além de ser bem sucedido a nível desportivo, ele era uma estrela do futebol americano. Devido a isso, ainda conseguiu participar em alguns filmes, o que só lhe garantiu ainda mais fama. 

A sua relação com Nicole Brown sempre fora pautada por altos e baixos, por momentos de tensão que culminavam em atos ou tentativas de agressão. Então, porque é que ele não fora acusado ou simplesmente preso? Porque estávamos nos anos 90, contudo tal como hoje, também as vítimas de violência doméstica tinham medo e refugiavam-se. 

Sendo OJ Simpson uma estrela a nível mundial, conhecido pelas suas festas extravagantes, quando ele foi acusado de assassinato de Nicole Brown Simpson e Rob Goldman, todo o caso foi escrutinado tanto na televisão, como em jornais. Para poderem ter uma noção , decorria uma final de NBA e essa final foi colocada em segundo plano para passarem a perseguição da polícia contra OJ Simpson, para primeiro plano. 

Esta série foi produzida por Ryan Murphy e baseada na obra The Run of His Life: The People v. O.J. Simpson by Jeffrey Toobin. Apesar de não ter lido a obra, creio que deve estar bastante coerente com tudo o que se passou na época. As interpretações estão impressionantes, em particular de Cuba Gooding Jr., como OJ Simpson, de Courtney B. Vance, como líder da equipa de defesa de Oj Simpson - Johnnie Cochran e da advogada do Ministério Público, Marcia Clark, interpretada por Sarah Paulson. John Travolta também participa nesta série, contudo a forma como foi preparado para interpretar o advogado Robert Shapiro, tornou a sua interpretação estranha. 

A série não se foca somente no caso mediático deste crime, também é importante referir que na época existia um grande problema racial em Los Angeles que foi tão brilhantemente aproveitado pela equipa de defesa de OJ Simpson. O racismo está presente em todos os episódios, nas mais diversas formas e interpretações tanto de atores de raça negra da equipa de acusação, como da equipa de defesa. 

Sugiro que vejam a série, ficarão incrédulos com a manipulação dos factos, como facilmente um discurso ou uma prova pode ser reinterpretado/a. Podem ver-na netflix.

Somente para terminar, Oj Simpson deu uma entrevista em 2006, em que explicou com detalhes e cenários como teria assassinado Nicole e Rob. Claro que toda esta explicação era sempre acompanhada de uma palavra, hipoteticamente! Hipoteticamente, ele foi declarado inocente!

Kisses. 

Mummy. 

P.s. A segunda parte deste post será sobre a segunda temporada de American Crime Story. 

05.10.19

Ontem. Viste o Episódio?#16 Joker


Tânia Oliveira

Hello, 

Hastag #IBlogEveryDay - dia 5

Este post estava complicado de publicar, as palavras, por vezes, não fluem com a facilidade necessária quando estamos mortos por partilhar os sentimentos quanto a algo que vimos.

E hoje, a rubrica é sobre o filme do momento: Joker. 

São vários os elementos que relacionamos com a figura do Joker no cinema: o riso ensurdecedor e interminável, o cabelo verde, as pinturas usadas na cara que relembram um palhaço, os olhos que espelham uma violência gritante, mas silenciosa ao mesmo tempo. Este era o Joker que todos esperávamos ver no filme realizado por Todd Philips, mas Joaquin Phoenix trocou-nos as voltas e numa bandeja de ouro, deu-nos uma interpretação irrepreensível de um Joker diferente de tudo o aquilo que já se viu. 

A personagem de Joker de Joaquin Phoenix foi inspirada numa personagem de Victor Hugo da obra, O Homem que Ri. Nesta obra de Victor Hugo, a personagem principal (Gwynplaine) também sofre de um passado doloroso, que transparece nas linhas faciais. O seu rosto possui um lado trágico-cómico. Tal como Gwynplaine, Joker carrega no seu rosto o desejo profundo de fazer rir, mas todas as suas tentativas acabam por sair frustradas ou até corrompidas por terceiros. Contudo, Joker não transporta só esta dualidade em si mesmo - a tragédia e a comédia-, é também o espelho de uma doença que só é identificada pelo próprio espetador com o desenrolar da ação. Não querendo spoilar, vou só referir que a doença é mental, fá-lo imaginar situações que não aconteceram na realidade, entre outros aspetos. Toda esta dimensão, a de não conseguir fazer o que mais deseja na vida - fazer os outros rir -, conjugada com a constante falta de sorte e com a doença mental de que padece e a qual, não é tratada devidamente, faz com que Joker eleve a sua genialidade a um nível que ninguém previu. 

O filme foi construído, de modo, a que o próprio espetador sinta empatia com aquela personagem frágil. Foi pensado de forma a que o espetador sinta vontade de se levantar da cadeira e ir ajudar aquela pessoa, para que uma vez tudo lhe corra bem, para que ele se sinta feliz. Ironicamente, Feliz é o nome que a mãe lhe chama e é algo que ele nunca sentiu na vida. Minto, ele acaba por sentir felicidade quando liberta toda a genialidade encerrada em si, quando assume a sua verdadeira identidade, a de Joker. Engraçado, como uma figura desengonçada, facilmente esquecida num baralho de cartas conseguiria causar tantos estragos numa cidade como Gotham. Isto foi só uma pequena menção ao trabalho psicológico de que Joaquin Phoenix fez. Falta mencionar o esforço físico realizado pelo ator: refiro-me à perda de peso a que se submeteu de modo a ficar perto de uma figura frágil e esquelética; à pesquisa realizada da doença mental que o conduz a ter ataques de riso incontroláveis de cada vez que é confrontado ou se encontra numa situação desconfortável; ou mesmo à dança protagonizada pelo Joker quando a identidade doentia e malvada subjugava a de Happy, mais frágil e submissa. Os próprios momentos de dança de Joker fazem lembrar uma ópera, pelos movimentos fluídos acompanhados de música mais clássica, numa primeira fase; já numa segunda fase, os movimentos modernizam-se, tal como a banda sonora, sendo mais francesa ou mesmo dos anos 60; numa última fase, a banda sonora transforma-se de igual forma a Joker, em que a identidade deste acaba por ser cada vez mais violenta. 

No final, apesar de toda a violência cometida por Joker, ele é visto como um herói, adorado pelos mais fracos. Finalmente, tem a aprovação e adoração que sempre quis durante toda a sua vida e que nunca obteve. Obteve-a de forma ilusória, nunca real, uma consequência da sua doença mental. É só mais uma razão para que o próprio público tenha sentimentos muito ambíguos quanto a Joker porque também ele veio da classe mais baixa, também ele sofreu, como os mais injustiçados e também ele só queria a aprovação, que qualquer um de nós já desejou em algum momento da vida. 

Por estas razões e mais algumas, o Óscar de Melhor Ator é de Joaquin Phoenix porque ele teve a genialidade de agarrar numa personagem - já trabalhada por atores como Heath Ledger (Vencedor de óscar de Melhor Ator Secundário Póstumo) ou mesmo Jack Nicholson ou Jared Leto - conhecida e simplesmente, mostrou como se faz. 

Kisses,

Mummy. 

04.10.19

Ontem, Viste o Episódio? #15 Insatiable


Tânia Oliveira

Hello. 

Aqui vai o 4 post da hastag #IBlogEveryDay

Já agora, o que estão a achar da tag? Estão a gostar? Digam o que estão a achar nos comentários ou no canal do IG @IG_BNMFP

Hoje venho dar-vos a opinião sobre uma série de comédia, a Insatiable ou Insaciável, passa também na Netflix. A segunda temporada estreia já dia 11 de Outubro, por isso, caso não tenham visto a primeira temporada, despachem-se! 

A história roda em volta de duas personagens principais que não recebem a atenção desejada por diferentes motivos: temos a Patty, uma adolescente obesa que após um acidente, se transforma numa rapariga magra, bonita e desejada - tudo o que ela desejava; depois temos o Bob, advogado razoavelmente bem-sucedido, que morre de inveja do seu arqui-inimigo Bob Barnard, mas que tem um grande problema: ama o mundo das pageants (concurso das miss eua). Estes dois cruzam-se e as suas vidas não voltam a ser as mesmas. 

As reviravoltas que acontecem na trama são sempre feitas com humor. Acabei por me apaixonar por esta série, não por ser genial ou extraordinariamente boa, mas pelo seu humor negro, como também pela injustiça sofrida pela Patty nos primeiros momentos, devido a ela ser obesa e agora vê-la a vingar, é só delicioso. Apesar de tudo, a série possui com interpretações razoáveis, com twists mais ou menos previsíveis, embora alguns nos apanhem de surpresa. Dêem-lhe uma oportunidade e vejam o primeiro episódio, espero que gostem tanto, como eu. É uma série light, que facilmente se torna numa maratona para aqueles dias chuvosos de outono. 

Espero que gostem e já sabem, podem comentar nos comentários do post ou na foto do insta ;) Espero-vos por lá

Kisses.

03.10.19

Ontem, viste o episódio? #14 Peaky Blinders


Tânia Oliveira

Hello :)

Aqui fica o terceiro post da hastag #IBlogEveryDay. 

Quis escrever um aparte no post de ontem, mas esqueci-me. Esta primeira semana seria, totalmente, dedicada a séries e filmes que tenho visto e que gostaria de sugerir, mas a Gala dos Globos de Ouro aconteceu e de tão bom que era, não me saiu da cabeça.

Posto isto, a rubrica Ontem, Viste o Episódio, vai debruçar-se sobre a tão aclamada série Peaky Blinders.  Peaky Blinders é uma série que já conta com 4 temporadas, 6 episódios cada com uma duração de aproximadamente 1h. Podem encontrar na plataforma da Netflix e fazer uma maratona, sem problemas nenhum. Amanhã, dia 4, estreia (finalmente!) a 5 temporada e eu mal posso esperar para ver o episódio. 

Mas vamos por parte, poderia dar-vos imensas razões para verem esta série, bastava pura e simplesmente o elenco da série. Possui nomes como: Cillian Murphy (o Scarecrow do filme Batman); Helen McCrory (ou a Narcissa Malfoy de Harry Potter); Tom Hardy (Taboo, uma série bastante aclamada, ou em filmes como Mad Max ou Venom ou Batman); Sam Neill (dos filmes Parque Jurássico ou da série Tudors) ou mesmo Adrien Brody (O Pianista). Nesta série não existe um elo mais fraco, sejam as personagens principais ou secundárias, todas elas conseguiram produzir uma interpretação fantástica. Ainda me recordo de uma cena em particular protagonizada por Helen McCrory, em que ela abre os braços e grita "Fuck them all!". Tão simples e tão brilhante, ao mesmo tempo! 

Mas a qualidade desta série não se resume só ao elenco. A história acaba por acompanhar o desenvolvimento da própria história de Inglaterra, faz lembrar-me a série portuguesa Conta-me como foi, neste aspeto em particular. A primeira temporada começa, após o final da 1GM, abordando o início do IRA e de toda a tensão que envolvia Inglaterra e a Irlanda, já na 2 temporada continua na mesma linha temporal, só evoluindo na terceira em que se passa na época em que a Rússia está a passar pela crise política de 1917 e na quarta temporada ocorre mais ou menos dentro da mesma linha temporal. Toda esta linha temporal está bem representada no guarda-roupa usada pelas personagens, estipulando muitas vezes a classe social a que pertenciam ou mesmo o poder que detinham, fosse por que meios fosse.  A temática principal da série é sobre a vida de uma família de gangsters em Birmingham e como o líder desta família, Tommy Shelby, ascende na vida criminal, para depois ascender a outros negócios "mais legais". Para que tal aconteça, tudo vale, as artimanhas não têm fim e quando acharem que está tudo perdido, não se preocupem que Tommy Shelby arranja forma de sair de qualquer situação indelicada. É por esta principal razão que a série acaba por ter tanta sucesso, pelos estratagemas usados, pelo charme dos gangsters a quem as seguidoras da série gostam mais do que querem admitir, pelos diálogos usados, pelos momentos de tensão criados. Esta série é simplesmente magnífica. 

Além disso, como bónus pessoal, têm dois atores que adoro, um deles é uma das minhas crushs cinematográficas, Tom Hardy. Só vos posso dizer que Tom Hardy e Adrien Brody estão geniais. 

Vejam a série, é uma sugestão que deixo. Ah, é uma série violenta, mas é um pormenor que vale a pena superar. A violência usada só a torna mais realista!

Deixem nos comentários do post ou na foto do IG (@IG_BNMFP)

Kisses.

 

 

02.10.19

Ontem, viste o episódio? #13 Era Uma Vez... Em Hollywood


Tânia Oliveira

Boa noite, 

Hoje é o segundo dia do desafio #IBlogEveryDay. 

Hoje o post é sobre o último filme de Quentin Tarantino, Era Uma Vez...Em Hollywood. É verdade, hoje há rúbrica de Ontem, Viste o Episódio?

Sou fã de Quentin Tarantino, contudo confesso que não conheço toda a sua obra. O primeiro encontro cinematográfico que tive com ele foi com os dois filmes - Kill Bill. Antes de nos voltarmos a encontrar em Inglourious Basterds ou como ficou conhecido em terras lusitanas, Sacanas Sem Lei, vi o Pulp Fiction. O nosso último encontro foi em Django. Desde aí que não voltei a ver nada de novo dele, apesar de saber que realizou outros projetos. 

Quando soube que ele ia estrear este filme, quis ir vê-lo no cinema. E fui e estava à espera de muito mais. Para quem conhece a obra de Tarantino, sabe que muitos filmes dele são pautados por cenas de violência, por uma tensão palpável, por um twist imprevisível no momento em que ocorre no filme porque acaba sempre por acontecer. Tarantino não está com meias medidas e é isso que amamos nele. A sede de fazer mais e melhor, sem ligar ao politicamente correto, tocando em assuntos sensíveis ou pura e simplesmente reescrevendo a História dos nossos dias. Esta reescrita cria espaço para pequenas vinganças ou mesmo ajustes de contas de que outra forma o comum mortal não teria forma de pôr em prática. Mas já perceberão porque é que estou a referir-me a estes pontos. 

Neste filme, Tarantino mostra um dos muitos momentos de mudança no cinema, a fase final da época dourada dos westerns. Para isso conta com a ajuda de Leonardo Dicaprio, como ator principal caído quase no esquecimento e com uma ânsia de continuar a possuir o seu espaço no cinema; e com Brad Pitt, que atua como duplo de Dicaprio, personagem de poucas palavras, mas com um olhar que diz muito. Enquanto estas duas personagens tentam encontrar um novo rumo, deparamo-nos com a vida da namorada de Polanski, despreocupada, a desfrutar da gravidez. Enquanto conhecemos a visão de paz e amor dos anos 60, que tem muito pouco desse lema, aos olhos do realizador, como também travamos conhecimento com uma violência mal-disfarçada por adolescentes defensores do "paz e amor", que mais tarde, no filme, estariam relacionados com o mítico grupo macabro de Charles Mason. 

Este filme não é um típico filmes de Hollywood. A impressão que me deixou foi que se tratava de um episódio normal de uma típica de telenovela que, por acaso, naquele dia iria acontecer algo de relevante para a trama. A tensão era quase inexistente e o twist só chegou tarde mais. O filme não possuía uma história principal, mas sim duas secundárias que se cruzaram no final por acaso. E nós sabemos que não existem coincidências nos filmes de Tarantino. As interpretações dos atores estavam razoáveis, a tensão só existiu em algumas cenas, a violência e a vingança só ocorreram no final, onde Tarantino teve a liberdade de mudar o curso da história. Isto não é um típico filme de Tarantino. Isto foi um episódio de uma telenovela da tarde, em que ficamos a saber como era vida em Hollywood, no final dos anos 60, no cinema. 

Se recomendo verem o filme? Sim, recomendo, mas também aconselho não vão com as expectativas altas. 

Se recomendava verem no cinema? Não, não recomendava, a não ser que estejam a nadar em dinheiro e não se importem de gastar dinheiro em algo que não vale a pena. 

Digam-me o que acharam nos comentários do post

ou nos comentários do Instagram (@IG_BNMFP).

Kisses. 

01.10.19

#14 Vamos lá falar das (in)coerências da Gala dos Globos de Ouro - edição XXIV


Tânia Oliveira

Hello, 

Hoje inicio um desafio no blog: #IBlogEveryDay, o que significa que serão 31 posts aqui no blog.

Let's do this?! Sem mais demoras, vamos ao primeiro post. Wish me luck. 

Para este primeiro dia de Outubro tinha planeado abordar uma série que vi na netflix e que ando a adiar comentar, mas no domingo aconteceu um imprevisto: a Gala dos Globos de Ouro ou também conhecida como a Gala das (In)coerências ou também conhecida como Vamos Fingir que Somos Todos Amigos Durante Uma Noite. Já viram que a amei esta gala, certo? Lembro-me de ver esta gala durante anos. Se falhei um ano, obviamente! Mas falhei poucas galas, é um guilty pleasure. Adoro ver os vestidos, os bons, os maus e os pesadelos ou os meus preferidos, tanto dinheiro e tanta falta de noção e de bom senso. Adorava ver os vestidos escolhidos pela Bárbara, amava as apresentações dos prémios, os momentos de humor que deixavam os convidados com um novo tom de pele. Enfim, guilty pleasure que me fazia ficar acordada por boas razões. 

Este ano fiquei acordada, mas não acredito que tenha sido por boas razões. Atenção, a gala não foi toda má. Teve bons momentos, mas vamos primeiro aos maus que nós, portugueses, gostamos é de sangue e de criticar. Verdade seja dita! Eu vou tentar não criticar, só vou constatar factos e depois nós trocamos de ideias nos comentários, pode ser? 

Ora aqui vai:

1. Os Vestidos da Cristina. "WTF?!", foi o meu primeiro pensamento ao ver aquele vestido. Adorei a chamada de atenção para a causa ambiental, mas e o bom gosto ficou em casa a dormir para ficar com a pele radiante no dia seguinte de manhã?! Agora, para a próxima pegamos numa causa nobre e fazemo-la com bom gosto, pode ser? Agradecida! Não querendo ser mazinha, nem ofender, mas "WTF" again para aquela imagem de Nossa Senhora na roupa?! Respeito a crença de cada um, mas existem momentos, existem formas do fazer, sem cairmos no ridículo. Lamento, mas MAIS É MENOS! Nem sequer vou mencionar o vestido de penas e a cara de constrangido do Balsemão, nem aquele objeto que ela tinha na cabeça com a roupa branca... Ops, já mencionei! Sim, o único vestido que eu adorei e que lhe ficava bem, era o vermelho. Perfeito! 

2. Momento Bárbara. A Bárbara apareceu que nem uma fénix, como se ela necessitasse de mais pena. Ela precisa de força, de energia positiva e de ter reaparecido com bom gosto! Aquilo pode ter tocado muitos telespectadores, mas achei que ficou muito aquém daquilo que ela realmente merecia. Aliás, por mim, ela teria apresentado o prémio de Mérito e Excelência com Balsemão e mostrava como se faz. Too much or too soon?

3. Uma dúvida: qual é o programa que a Daniela Ruah apresenta em Portugal, para além do Eurovisão? Como é que ela consegue apresentar um programa em Portugal e viver nos EUA? P-A-T-É-T-I-C-O! Como é que a Filomena é nomeada para esta categoria pelo magnifico trabalho dela na Eurovisão e não pelo fantástico trabalho que desenvolveu no 5 para a Meia-Noite? Porque é que não nomearam outros apresentadores? Por exemplo, Tânia Ribas (apresenta um programa da tarde sozinha), Júlia Pinheiro (Idem), Manuel Luís Goucha... Deixo só isto...

4. Discursos: Todos tiveram o maestro a ameaçar de que o tempo já tinha acabado e tinham de dar lugar a outro, menos a Cristina! Até a vencedora, Maria do Céu Guerra, do prémio MÉRITO E EXCELÊNCIA teve de passar por este suplício. Ela que discursou sobre os ataques que Fernanda Montenegro, uma atriz icónica brasileira, estava a sofrer por causa de Bolsonaro, que todos criticamos! Sim, ela dispensou aqueles minutos para falar de outra pessoa e não dela, escolhas. 

5. Momentos de humor: onde estavam? Estavam guardados para a apresentação desajeitada dos prémios, certo? Só as duplas Clara Sousa e Rodrigo Guedes de Carvalho (veteranos e amo-os!) e Unas e Marco Horácio é que salvaram! 

6. Gota de água: não sai do palco sem o Cláudio Ramos? WTF?!  Isto é a gala dos Globos de Ouro, não a tua gala. Por amor de deus, give me a fucking break!

Os bons momentos que existiram, embora em dose reduzida:

1. Vídeos de agradecimento: Ricardo Araújo Pereira e equipa mais a da Bumba na Fofinha, extremamente agradecida!

2. Homenagem a Amália Rodrigues, através de vários estilos de música. 

3. Dueto da Áurea e Mariza. Lindo!

Já que estamos a inovar, visto terem incluído as categorias de entretenimento e digital, porque não algo relacionado com livros, artes. Esta ideia veio da Helena Magalhães (autora dos livros: Diz-lhe que Não e Raparigas Como Nós), porque não incluir o melhor escritor/a do ano? Melhor Livro do ano? Vamos incentivar à leitura, vamos incentivar outras formas de arte: pintura, escultura, por exemplo. Já fica demasiado intelectual, não é? 

Só um pormenor, não sei se repararam, mas a primeira efemeridade que escolheram foi uma ESCRITORA, Agustina Bessa-Luís. 

Para acabar, só um conselho de uma telespectadora: galas de globos de ouro e manhãs não se apresentam da mesma forma. As primeiras demoram meses a serem preparadas por alguma razão!

Bárbara, volta! Estás perdoada!

Digam o que acharam da gala nos comentários ;)

Kisses. 

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