Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Não Me Façam Perguntas Difíceis a Esta Hora

Um blog sobre os gostos literários, televisivos e cinematográficos de alguém que tem muitas aventuras para partilhar com a sua Baby e sem ela...

Não Me Façam Perguntas Difíceis a Esta Hora

Um blog sobre os gostos literários, televisivos e cinematográficos de alguém que tem muitas aventuras para partilhar com a sua Baby e sem ela...

27.10.19

Sobre o Livro #21 A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón - Reações


Tânia Oliveira

Hello. 

#IBlogEveryday - Dia 20

Uma das razões, pelas quais, eu criei este blog foi para possuir uma plataforma que me permitisse discutir/opinar/sugerir sobre os meus hobbies: literatura e cinema/televisão. Desde pequena, que sou uma ávida consumidora destas duas vertentes. Desde pequena que me recordo de gravar ainda em cassetes VHS as minhas séries preferidas, ou filmes ou mesmo os meus desenhos animados de eleição. Recordo-me de ter sempre livros em casa e da alegria que senti quando fiz o meu primeiro cartão na biblioteca municipal e a emoção que experienciei quando vi todos os livros que tinha à minha disposição. Por isso, para mim, sempre foi um prazer falar sobre livros, sobre filmes e séries; sobre todo esse universo e sobretudo, sobre as emoções que nos fazem sentir. 

Posto isto, fico sempre com o coração cheio quando partilho uma opinião sobre um livro/série/filme de que tanto me alegrou ou pelo contrário, dececionou e isso, gera uma interação, muitas vezes, inesperada de vossa parte. Ontem, foi exatamente isso que aconteceu. Partilhei a minha opinião sobre o livro de Carlos Ruiz Zafón, A Sombra do Vento, e de como foi a experiência de ter participado naquele grupo de leitura. Bem, as reações das meninas do grupo, juntamente com a partilha que fizeram simplesmente me surpreendeu. 

Agradeço-vos do fundo do coração pelo carinho. 

Tal como agradeço do fundo do coração, a todos os que colocam gostos nas publicações que faço, seguem as minhas insta stories e comentam. 

Grata por esse carinho.

Não poderia acabar  este post sem agradecer aos subscritores deste blog e aos bloggers que comentam. 

A vocês, o meu mais sincero obrigado!

Sou defensora de que temos de agradecer todo o bem que nos acontece. As situações menos boas que nos acontecem no nosso quotidiano, são desafios que muitas vezes só nos ajudam a crescer. Por isso, hoje não recomendo, nem sugiro nada, simplesmente agradeço. 

Obrigada!

Kisses,

Mummy

27.10.19

Ontem, viste o episódio? #20 Rhythm + Flow


Tânia Oliveira

Hello.

#IBlogEveryday - Dia 19

Reality Shows ou programas de talento? Que atire a primeira pedra quem não vê e quem muitas vezes, não segue durante anos, quase como se fosse uma religião. O meu guilty pleasure são os que estão relacionados com música, comida (masterchef, of course!)e moda (america next top model, of course - este era visto com uma das minhas melhores amigas!). 

Este programa, ao contrário de muitos programas de música que já vi, é só sobre a cultura de rap e os talentos emergentes de rap. O único fator em comum com tantos outros programas é o objetivo do mesmo: encontrar a próxima estrela. Neste caso, encontrar o próximo talento de rap. Os mentores escolhidos não poderiam ter sido melhores (Chancer the Rapper, Cardi B e T.I.), cada um à sua maneira e também na sua cidade, descobriu talentos emergentes de rap. 

Na minha perspetiva, este programa acabou por ser viciante porque para além, do espetador começar a ter os seus preferidos, acaba por conhecer os obstáculos que cada participante teve de ultrapassar e a forma como tal influencia a sua atuação e as letras de rap. Através destes testemunhos, também ficamos a conhecer um pouco da história das cidades que influenciaram a cultura de rap nos EUA. Os desafios pelos quais tiveram de passar não foram fáceis, especialmente não tendo por vezes muitas horas para se prepararem. 

Se gostam de talent shows, vejam este. É diferente e revigorante. E surpreendam-se com o vencedor. É uma sugestão mais que recomendada para uma tarde de Outono ou Inverno. 

Costumam assistir a este género de programas?

Contem-me tudo nos comentários abaixo. 

Kisses,

Mummy

26.10.19

Sobre o Livro #20 A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón


Tânia Oliveira

Hello. 

#IBlogEverDay - Dia 18

#leituraemconjunto

Ao longo do mês de Outubro, participei na leitura conjunta criada pela @blomreads e @a.dance.between.pages do livro A Sombra do Vento de Carlos Ruiz Zafón. Para mim, foi uma releitura da obra. Li-a pela primeira vez em 2013. Na altura, marcou-me devido a um sem número de razões: história, escrita, personagens, descrição de uma histórica Barcelona. 

Neste post vou falar-vos de como foi participar nesta leitura em conjunto e da minha opinião sobre o livro. A Blomreads criou um grupo de mensagens no instagram com o nome #ASombradoVentoSquad, hastag que cada uma das participantes usava para falar sobre o livro ou sobre a leitura em conjunto. As organizadoras fizeram um esquema de leitura com as páginas por ler e os dias que cada uma tínhamos para ler. As discussões ocorriam duas vezes por semana. Creio que o motivo desta leitura ter corrido tão bem foi devido ao número de capítulos que tínhamos de ler, não serem muitos e as discussões acontecerem duas vezes por semana. A discussão final do livro terá lugar no dia 31 de Outubro. Adorei participar nesta leitura em conjunto com estas meninas, acho que foi a primeira vez que consegui levar um desafio até ao fim. Foi divertido ter alguém com quem discutir os sentimentos que temos sobre as personagens, o decorrer da história e discutir as possíveis teorias. Neste momento, estou a participar noutra leitura em conjunto com O Clube dos Clássicos Vivos, em que estamos a ler O Conde de Monte Cristo e posso-vos confessar de que estou, simplesmente, a adorar a história. 

Quanto à história d'A Sombra do Vento é uma história sobre o amor pelos livros esquecidos transmitido por um pai ao seu único filho. O filho, Daniel, está prestes a embarcar numa aventura sem o saber. Ao escolher a obra que, por coincidência dá o nome a este livro, vai desvendar o mistério do escritor e de tudo o que estava envolto a ele. Pelos olhos de Daniel vemos um paralelismo fantástico entre o passado e o presente numa Barcelona do século XX, possuidora de um passado citadino ruinoso e que ameaça mexer com as emoções das personagens e do próprio leitor. Caso a história não fosse motivo suficiente para ler, o autor conseguiu criar uma panóplia de personagens: sejam elas com características fortes ou sejam personagens dissimuladas com perfil de uma beata virginal até mesmo, personagens com um passado terrível que mexe com o coração de manteiga dos leitores até personagens com perfil de sociopata. Como se todos estes fatores não fossem suficientes, Carlos Ruiz Zafón canta aos ouvidos dos seus leitores através de palavras. É impossível um leitor ficar indiferente a esta obra e não cair nas suas teias de palavras sedutoras tão belamente criadas por ele. Apesar de ser um releitura, daria de novo 5 estrelas a esta obra na plataforma Goodreads.

Para terminar, e para quem fique interessado em ler ou já tenha lido esta obra, só para dizer que esta obra é o primeiro volume de uma tetralogia em que se sucede os seguintes títulos: O Jogo do Anjo, O Prisioneiro do Céu e O Cemitério dos Livros Esquecidos. Vou continuar a ler a saga, obviamente!

Leiam esta obra-prima e apaixonem-se por Barcelona. 

Leiam esta obra e deixem-se encantar por Carlos Ruiz Zafón. 

Quem já conhece este escritor? Qual a vossa opinião dele?

Já conheciam esta obra? 

Kisses, 

Mummy

25.10.19

Ontem, viste o episódio? #19 Depois do Medo- StandUp de Bruno Nogueira


Tânia Oliveira

Hello. 

#IBlogEveryDay - Dia 17

Para quem não conhece, Bruno Nogueira é um humorista e criador de programas como O Último A Sair, Tubo de Ensaio (juntamente com João Quadros, programa de rádio na TSF), Não Tejas Medo (programa de rádio na Rádio Comercial) e também do espetáculo Deixem o Pimba em Paz (em que Manuela Azevedo, Filipe Melo, Nuno Rafael e Nelson Cascais). A primeira vez que o vi foi no programa televisivo Levanta-te e Ri, era um programa que passava na Sic e onde os humoristas podiam apresentar o trabalho deles. Este programa era apresentado por Marco Horácio. A forma como Bruno Nogueira contava as suas piadas conquistou-me. A sua ironia, o modo como pegava em algo simples e fazia piadas eram simplesmente memoráveis. 

Quando soube que ele ia realizar uma tour pelo país com o espetáculo de standup comedy, Depois do Medo e não o consegui ir ver a Coimbra, o meu coração ficou despedaçado. Por isso, quando descobri que para além de ele ir fazer um espetáculo no Altice Arena, também iria a mais algumas salas, não hesitei e fui vê-lo à Casa das Artes na Mealhada. 

Posso vos dizer que ele mereceu cada cêntimo cobrado aquando da compra do bilhete. Pegar em situações comuns e transforma-las em piadas, foi simplesmente brilhante. Posso dar como exemplo, uma situação corriqueira com a filha dele que pôs os espetadores quase chorar a rir. 

Muitas vezes, temos muitos humoristas que sabem piadas, que possuem uma longa lista de piadas, mas depois poucos têm jeito para as contar de uma forma memorável. Não é só o ato de saber contar piadas, é mais sobre como conta-las. E Bruno Nogueira, sabe conta-las.

Devo advertir que Bruno Nogueira também sabe dizer palavrões. E não são poucos. Ele também possui o raro dom de saber gozar ou "brincar" com  a audiência e leva-lá às lágrimas. Sabe provocar um riso descontrolado e simplesmente, ficar alia a deliciar-se com esse som. Aliás, não tem problemas com isso, nem problemas em esconder isso.

O humor de Bruno Nogueira pode ser considerado negro, sarcástico, irónico. Por isso, caso não sejam apreciadores de humor negro ou de sarcasmo, não aconselho a irem ver um espetáculo dele. Contudo, se querem passar um bom serão, se querem agarrar a vossa barriga, como se não houvesse amanhã, se querem estragar a maquilhagem de tanto rir, então vão a um espetáculo dele e riam, mas riam muito. 

Costumam ir a espetáculos de standup comedy?

Se sim, já assistiram a quais?

Contem-me tudo na caixa dos comentários ou na conta @IG_BNMFP

Kisses,

Mummy. 

25.10.19

A Dar o Ar da Minha Graça #2 - Expectativas da Viagem a Londres


Tânia Oliveira

Hello. 

#IBlogEveryDay - Dia 16

#adaroardaminhagraça

Somente para relembrar que os primeiros posts da rubrica #adaroardaminhagraça

será relacionado sobre Londres.

Hoje venho falar-vos um pouco das expectativas criadas quanto à minha viagem a Londres e ao medo/adrenalina de viajar sozinha. 

Desde que me lembro que quero ir a Londres. Para mim, era uma daquelas cidades que tinha de visitar antes de morrer. Já posso riscar esta cidade da minha bucket list de viagens. Sonhava em andar na London Eye, ver o Big Ben, tirar fotos malucas com os guardas de Buckingham Palace, passear naqueles parques intermináveis, ir ao Madame Tussaud, perder-me naquelas linhas intermináveis do metro e comer o famoso e típico pequeno-almoço inglês.  

Mas o tempo muda os nossos desejos, a nossa disposição e vontade fazer as coisas e muitaz vezes, abdicamos de determinados lugares para termos mais tempo para explorar ou simplesmente para visitar, ou simplesmente porque o preço pedido não compensa, muitas vezes, a experiência que se poderia ter. Por isso, antes de viajar para terras da Rainha Elisabete II ponderei se o dinheiro que ia gastar em visitar alguns museus e sítios se mereciam realmente o tempo que ia "perder/levar" a chegar ao local, a esperar na fila e a visitar o lugar com calma. Daí ter decidido que desta vez, não ia usufruir da experiência de museus e que preferia conhecer Londres, através de outra perspetiva. Se tirei fotos clichés? Obviamente e também fui a alguns sítios óbvios. Quais? Terão de esperar pelos posts ou vídeos da rubrica #adaroardaminhagraça . Apesar de tudo, as minhas expectativas quanto a Londres eram muito altas e não vim desiludida. Amei e quero voltar.

Mas desta vez com companhia, se possível. É verdade, viajei sozinha. Dias antes, o meu medo confundia-se com a minha adrenalina. Os meus amigos diziam que isso passava assim que chegasse a Londres e foi verdade, passou. Mas o medo continuava lá. Não era o medo de me perder, tinha levado dois dos meus melhores amigos: google maps e o hábito de me desenrascar, também conhecido como lata. Era o medo de que caso acontecesse alguma coisa, a quem eu pediria ajuda? No fundo, era isto que me assustava. Contudo, correu tudo bem e depois de estar em Londres, parecia que estava em casa. É uma cidade segura, todavia tomava alguns cuidados, não queria dar azo a que algo acontecesse, por causa, de ter facilitado em alguma coisa, por exemplo não ficava na rua até tarde ou tentava ter os objetos mais importantes nos bolsos do casaco e não na mochila.

Vi a admiração na cara de muitas pessoas e ouvi muitas vezes a palavra coragem sair da boca de muitas pessoas, quando souberam que ia viajar sozinha. Apesar de todo este medo/adrenalina, posso partilhar convosco que é uma experiência libertadora; a possibilidade de mudares ideias sobre o que queres fazer é relaxante; o simples facto de ir à descoberta por ti própria é pura adrenalina; não teres uma pessoa ao teu lado que te diz temos de ir por aqui e seres tu a teres que te desenrascar é, por vezes, uma grande aventura. Por isso, deixo aqui um conselho a todos: por uma vez na vida, façam uma viagem sozinhos, seja em território nacional ou para o estrangeiro, mas façam. Regressam outras pessoas, com outro tipo de espírito de aventura. 

E vocês, já viajaram sozinhos para algum lado?

Gostariam do fazer ou preferem viajar em grupo?

Contem-me tudo na caixa dos comentários ou

na publicação do @IG_BNMFP

Kisses,

Mummy

19.10.19

A Dar o Ar da Minha Graça #1 - Apresentação


Tânia Oliveira

Hello.

#IBlogEveryday - Dia 15

Quando estiverem a ler este post, já terei chegado a Londres. Esta rubrica será para falar sobre as viagens que faço e todo o processo que envolve uma viagem, desde a sua organização, sítios a visitar, os meus hábitos de viagem, ou seja, tudo o que gostaria de ter encontrado no motor de busca do google e não encontro ou por não estar bem explicado ou então as tags que uso não são as melhores.

Os primeiros textos desta rubrica serão sobre Londres, logicamente. Caso tenham alguma dica de sítio para visitar ou comer, partilhem na caixa dos comentários ou no instagram do blog ( @IG_BNMFP ).

Espero que gostem desta nova rubrica, aqui no blog.

Kisses,

Mummy

19.10.19

Sobre o Livro #17 A Resignação de Luís Miguel Rocha com Porfírio Pereira da Silva e Rui Sequeira


Tânia Oliveira

Hello.

#IBlogEveryDay - Dia 14

#Booksweek

E chegamos ao final da #booksweek da melhor forma com um livro de um dos meus escritores preferidos: Luís Miguel Rocha.

89933295_879679039128421_8677508829136551936_n.jpgLuís Miguel Rocha, para quem não sabe, faleceu antes de conseguir terminar esta obra. Gentilmente Porfírio Pereira da Silva e Rui Sequeira tiveram a amabilidade de terminar esta obra por ele e nós, fãs de Luís Miguel Rocha (LMR), agradecemos este gesto.

A história retoma a temática do Vaticano com as personagens e instituições do Vaticano, como também algumas das nossas personagens preferidas: Rafael, Sara e JC. Neste livro, a intenção do autor era explorar a temática da resignação do Papa Bento XVI, agarrando na tão famosa polémica Vatileaks, em que diversos escândalos puseram o Vaticano completamente a nu.

Apesar de ter amado o livro, senti falta do cunho pessoal de LMR, acho que ele nos tinha habituado a um ritmo muito intenso que mal deixava o leitor respirar até à última página. À parte disto, estes dois escritores conseguiram continuar a trama em que o suspense estava lá e o mistério adensava-se a cada capítulo lido. Na minha opinião, os diálogos entre Sara e Rafael poderiam ter sido melhores, contudo no que toca às outras personagens achei os diálogos adequados. Gostei, particularmente, das falas do Papa Bento XVI. Tive saudades da ferocidade de JC e dos ataques cardíacos que me provocava com cada telefonema. Quanto à questão religiosa, o leitor ficou a saber mais do mesmo, acho que não existiu um elemento informativo que surpreendesse, ao contrário dos outros livros.

Gostei do desfecho dado às personagens, principalmente à Sara e Rafael. Admito que estava a torcer por eles.

Apesar disto tudo, não retiro uma estrela dada na plataforma GoodReads. Amei o livro e recomendo. Mas atenção, caso não tenham lido os livros anteriores do escritor LMR, aconselho a lerem primeiro. Ficam com outra perspetiva desta obra.

Quem já conhecia o escritor e a obra dele? O que acharam?

Deixem aqui nos comentários a vossa opinião ou na publicação do instagram.

Kisses,

Mummy

18.10.19

Sobre o Livro #16 O Bibliotecário de Paris de Mark Pryor


Tânia Oliveira

Hello.

#IBlogEveryday - Dia 13

#booksweek

O sexto livro da #booksweek é sobre o livro O Bibliotecário de Paris de Mark Pryor.

89871354_801736013669259_2966116745468706816_n.jpg

Antes de começar a dar a minha opinião sobre este livro, devo confessar algo que todos os amantes de livros já se confrontaram: quando não se gosta de uma história, seja qual for a razão, abandonas ou continuas ou retomas mais tarde? Antigamente, eu fazia um esforço e continuava, mas há alguns anos que já não faço esse esforço. Se a história não me atrai ou por causa do enredo ou porque não estou preparada para a ler, devido a qualquer motivo, ou meto em pausa e retomo mais tarde ou pura e simplesmente abandono. Devo dizer que neste caso, continuei por pura curiosidade porque a minha vontade era ter abanadonado ao fim de 4 capítulos.

A obra fala sobre um assassinato que ocorreu numa biblioteca em Paris. Era isto que a sinopse do livro deveria dizer. Assim o leitor comprava a obra, sem se sentir enganado. Eu sou fã de histórias de espionagem, suspense, thrillers e se ainda por cima, a história se passar durante a Segunda Guerra Mundial, eu deliro. Qual não é o meu espanto quando um grande mistério que liga uma atriz a um oficial nazi não passa disso de uma ligação. O autor promete todo um drama, constrói um suspense à volta deste assunto para depois o leitor chegar à conclusão de que não passa disso mesmo: UM NÃO-DRAMA!

A obra tem 328 páginas, mas se tivesse só 50 ou 100 não se perdia absolutamente nada porque a resolução do crime fazia-se, perfeitamente, nesse conjunto de páginas. Aliás, a capa engana, o "não-drama" engana. A história nem sequer está bem construída, está enfadonha, as personagens e os diálogos são tão óbvios que me fizeram doer a alma.

Não gostei e não recomendo. Só aviso não é uma história que te faça sentir que estás dentro da Segunda Guerra Mundial. Se alguém ler o livro que vá com as seguintes expetativas: é um livro sobre um assassinato ocorrido numa biblioteca de uma cidade linda em que as personagens parecem que não desenvolvem e fazem revirar os olhos aos leitores de cada vez que abrem a boca.

Mais alguém já se sentiu enganado por uma sinopse, capa ou autor?

Contem-me tudo nos comentários ou na publicação do instagram.

Kisses,

Mummy

18.10.19

Sobre o Livro #15 A Última Ceia de Nuno Nepomuceno


Tânia Oliveira

Hello.

#IBlogEveryday - Dia 12

#Booksweek

O que parecia ser um conto de fadas rapidamente se transforma num conto de terror.

O quinto livro da semana #booksweek será o livro A Última Ceia do escritor Nuno Nepomuceno. Ele já nos habituou a histórias recheadas de mistérios, suspense e este livro só confirma o que já era sabido: o seu talento para escrever histórias de mistério. 

Esta história envolve o leitor nas suas artimanhas não só pelo roubo, mas também pelas suas personagens principais, Giancarlo Baresi e Sofia Conti.

O escritor não fugiu da fórmula que já habituou os seus leitores no que toca à criação de personagens, bem estruturadas, dinâmicas e sempre com um segredo por revelar. Neste caso, em particular, gostei muito mais da personagem feminina do que a masculina. Gostei, particularmente, da transformação que Sofia sofreu na história.

Somente um pequeno aparte. Nesta obra, participam personagens que já participaram em livros anteriores do escritor. Embora não dificulte a leitura, pode levar o leitor a questionar como aquelas personagens se encontram naquela situação. Isto pode acontecer senão tiver lido o livro anterior, Pecados Santos (o que foi o meu caso). 

Embora estas personagens façam parte do lote de personagens principais ou com maior relevância para a história da obra, queria deixar uma menção honrosa para as personagens secundárias da história, nomeadamente para o Presidente da Academia Real das Artes de Londres e para sua "querida" esposa, como também para o Monsenhor. As descrições deles, em conjunto com as suas ações ajudaram a condensar o mistério, como também a revelar os "verdadeiros"sentimentos de algumas personagens. Já para não falar do famoso tigre e de todas as sensações de pânico que eu senti naquelas páginas. Obrigada!

Acho que é sempre bom quando uma história nos provoca um misto de emoções e Nuno Nepomuceno não desilude. A descrição de lugares, situações e personagens estava perfeita. O leitor fica com a sensação de que está ali ao lado, a assistir na bancada a todo um rol de acontecimentos. O ritmo da história e o facto dos capítulos não serem demasiado grandes também ajuda a aguçar a curiosidade ao leitor.

Como já devem ter percebido, sugiro esta obra a leitores que gostem de um thriller. Aconselho!

Deixem nos comentários o que acharam desta obra. Já leram outra obra do escritor, para além desta?

Autor: Nuno Nepomuceno

Editora: Cultura Editora

Contem-me tudo aqui ou no insta @BLOG_NMFP

Mummy

17.10.19

Sobre o Livro #14 Raparigas Como Nós de Helena Magalhães


Tânia Oliveira

Hello.

#IBlogEveryDay - Dia 11

#Booksweek

70898363_399020950999650_6270201466501706161_n.jpg

O quarto livro da #booksweek é o segundo livro escrito pela Helena Magalhães, Raparigas Como Nós. O segundo livro da autora poderia resumir-se somente numa linha: uma típica história de amor, sem a confusão das redes sociais. Mas a vida nunca é assim tão simples, aliás raramente facilitámos-lhe a vida, especialmente quando o assunto é o amor. 

Apesar desta história possuir diversas personagens, existem 3 protagonistas, a Isabel, o Afonso e o Simão. Cada uma das personagens masculinas acaba por desempenhar um papel importante na vida da protagonista, em diferentes fases da sua vida. Enquanto o Simão representa aquele amor que, para comuns mortais, representa algo praticamente impossível de concretizar, Afonso é a lufada de ar fresco, o amor que nos arrebata, sem sequer estarmos preparadas para tal. O Simão aparece-nos naquela fase da vida, em que na maior parte das vezes, não nos sentimos bem com as mudanças constantes, pelas quais o nosso corpo de pré-adolescente/adolescente passa, já para não falar em todas as inseguranças hormonais que enfrentamos, próprias da idade. O Afonso aparece-nos quando estamos a entrar na fase adulta da nossa vida, pode ser uma fase louca ou calma, fase das aventuras, das decisões que podem ser para a vida toda ou que duram somente 5 anos, fase das asneiras, fase da tão famosa frase"está na idade".

Todavia a vida não se resume às loucuras que fazemos por amor, às cartas de amor, às declarações de amor ou muito menos a todas as alegrias ou deceções que sofremos pelo amor. No entretanto, acontecem demasiadas coisas e é neste aspeto que Helena conseguiu distanciar-se de ser "só mais uma típica história de amor". Ela aborda todas as problemáticas inerentes à vida escolar, à nossa adolescência, a demasiados tabus: drogas, sejam elas leves ou pesadas, e o comportamento que podemos ter, a curto e longo prazo, ao consumi-las; problemas institucionais ou sociais - alunos que não possuem uma família estruturada como os colegas ou filhos de pais separados que, muitas vezes, não se dão bem; a morte de alguém que conhecemos na nossa pré-adolescência e o quanto essa situação pode mexer connosco e uma das mais importantes para mim, quando alguém não se integra num grupo porque não faz o que os outros fazem, por decisão própria ou simplesmente não lhe apetece, como por exemplo fumar, beber, entre outros.

Esta história mostra que não há problema nenhum em ser-se diferente, em optar por não fazer ou não seguir, em termos objetivos ou demorarmos o nosso tempo a atingi-los ou a percebermos quais é que são. Esta história mostra que muitas vezes as nossas pequenas ações poderão ter um grande significado, quando para nós não passou de um pequeno gesto. Através de uma linha temporária, em que estas duas histórias se misturam, a do Simão e a do Afonso, ficamos a conhecer ou no meu caso, relembramos o que era a vida sem o impacto das redes sociais e tudo de bom e de mau que pode advir daí. 

"A cereja no topo do bolo" foi a viagem ou devo dizer, as viagens, em que a escritora nos levou ao longo da história. A visita guiada não se ficou somente por terras lusitanas, também viajou por terras castelhanas.

Agradeço à Helena por todas as memórias que despertou da minha adolescência e do início da minha vida adulta e por nos fazer acreditar que "mesmo no meio da multidão, todos temos coisas extraordinárias." (frase da capa do livro Raparigas Como Nós). 

Quando era pré-adolescente li o livro A Lua de Joana de Maria Teresa Maia Gonzaléz e marcou-me imenso devido a todo este universo. Os tempos mudam e agora vocês têm, Raparigas Como Nós. Leiam os dois livros, fica a sugestão.

Quem já leu o livro? Qual é a vossa opinião? Que livro de pré-adolescentes vos marcou?

Partilhem as vossas opiniões e comentário na caixa de texto aqui em baixo

ou na foto publicada no IG_BNMFP.

Kisses,

Mummy.