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Não Me Façam Perguntas Difíceis a Esta Hora

Um blog sobre os gostos literários, televisivos e cinematográficos de alguém que tem muitas aventuras para partilhar com a sua Baby e sem ela...

Não Me Façam Perguntas Difíceis a Esta Hora

Um blog sobre os gostos literários, televisivos e cinematográficos de alguém que tem muitas aventuras para partilhar com a sua Baby e sem ela...

29.01.19

Ontem, viste o episódio? #6 Bohemian Rhapsody


Tânia Oliveira

Bom dia :)

Como está a ser esta Terça?

A cerimónia dos óscares é algo que acompanho desde sempre. Fico sempre curiosa para saber quem é o filme que possui mais nomeações, mas que sai com poucos ou nenhum prémio, ou por exemplo, gosto de ser surpreendida nas principais categorias, melhor ator ou melhor atriz ou mesmo melhor filme ou melhor realizador. Como tal, vou assistir aos filmes nomeados na categoria de melhor filme e tecer a minha "humilde" opinião, como espetadora. Não tenho conhecimentos, nem sequer básicos, para construir uma análise construtiva e fundamentada. Posto este pequeno esclarecimento, vamos lá ver os nomeados para o óscar 2019 de melhor filme são:

1. Pantera Negra

2. BlacKkKlansman - O infiltrado

3. Green Book - Um guia para a vida

4. Roma

5. Bohemian Rhapsody

6. Assim Nasce uma Estrela

7. Vice

8. A Favorita

Os comentários de hoje, como poderão ver no título, são sobre o filme Bohemian Rhapsody. Antes de começar, acrescento que este filme também está nomeado nas seguintes categorias: melhor ator principal, melhor montagem, melhor mistura sonora e melhor edição sonora. 

Agora fãs de Queen não me matem visto que eu também sou, mas estava à espera de melhor. (Para quem não vê ou não vai ter paciência para ver porque ainda são 2h14 e os produtores dizem que ainda vão fazer uma versão com 30 minutos extra, por isso, estejam bem despertos.)  Este filme centra-se no início da história dos Queen e de toda a sua evolução até colidir na atuação no Live Aid, em 1985. Achei que o filme era mais um documentário do que propriamente um filme, com início, meio e fim. Acho que faltou um enredo à altura do nome da banda. Rami Malek fez uma interpretação fantástica, contudo o resto dos atores não conseguiram acompanhar ou pelo menos, não deram a energia necessária para que este filme ganhasse outro nível de qualidade. 

Para além da interpretação de Rami Malek, outro ponto positivo é, sem sombra de dúvidas, a banda sonora. Ninguém pode negar que os Queen não são a melhor banda de rock de todos os tempos porque eles simplesmente são. A forma como se reinventavam de forma constante, sem perder a qualidade, sem perderem a fé que tinham neles é, puramente, indescritível. 

Dois pontos ainda de salientar são a parte amorosa da vida de Freddie e o final de uma personagem. A vida amorosa de Freddie foi pintada de uma forma delicada, mas sem esconder nada. Estava tudo, implicitamente, explícito. Fiquei, particularmente, emocionada como a cena entre Freddie e Jim Hutton, em que o primeiro convida o segundo para um chá. Adorei o pormenor em que os Queen estão a atuar no Live Aid e quando eles cantam "We Are The Champions"e quando cantam "No time for loosers" e aparece a imagem do manager que não acreditou neles, nem no sucesso de Bohemian Rhapsody, a imagem de desalento, de arrependimento são impagáveis. Contudo esta personagem é fictícia, embora possa ter sido inspirado noutra pessoa, Roy Featherstone, que tal como a personagem também questionou a duração da canção. 

Quanto a vocês, viram ou não o filme?

Gostaram, mais ou menos, odiaram?

Deixem as vossas opiniões nos comentários ;)

xoxo,

Mummy

27.01.19

#11 Sugestões de Livros - Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto


Tânia Oliveira

Boa noite :)

Hoje, dia 27 de janeiro, celebra-se o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Foi neste dia que as tropas aliadas libertaram as pessoas presas no campo de concentração Auschwitz. Foi há 74 anos. Este dia é cada vez mais importante lembrar visto que atualmente assistimos a muita violência em várias partes dos países, seja a causa dessa situação política, religiosa ou simplesmente racista ou homofóbica. 

Hoje deixo-vos aqui algumas sugestões literárias sobre a temática da Segunda Guerra Mundial:

1. O Espião Improvável, Daniel Silva. Romance. Avaliado com 4 estrelas. 

Sinopse: «Em tempos de guerra», escreveu Winston Churchill, «a verdade é tão preciosa que deveria sempre ser acompanhada por um séquito de mentiras.» No caso das operações de contrainteligência britânicas, isto implicava encontrar um agente o mais improvável possível: um professor de História chamado Alfred Vicary, escolhido pessoalmente por Churchill para revelar um traidor extremamente perigoso, mas desconhecido. Contudo, os nazis também escolheram um agente improvável: Catherine Blake, a bela viúva de um herói de guerra, voluntária num hospital e espia nazi sob as ordens diretas de Hitler para desvendar os planos dos Aliados para o Dia D... 

2. A Chave para Rebecca, Ken Follett. Romance. Avaliado com 4 estrelas. 

Sinopse: Norte de África, Verão de 1942. Rommel parece imbatível: as suas armas secretas são Alex Wolff, espião exímio , e um código fatal enterrado nas páginas do romance de Daphne de Maurier, Rebecca. Wolf cruza o Sara escaldante e entra no Cairo para roubar os planos militares britânicos. O major Vandam, no seu encalço, encarrega a encantadora Elene de o seduzir. À medida que as tropas de Rommel se aproximam da vitória, a perseguição desenrola-se no deserto até chegar a um confronto impressionante e explosivo.

3. A Trilogia de Lótus: As Flores de Lótus, O Pavilhão Púrpura, O Reino do Meio, José Rodrigues dos Santos. Romance. Avaliado com 3 estrelas.

Sinopse do livro "As Flores de Lótus": O século XX nasce, e com ele germinam as sementes do autoritarismo. Da Europa à Ásia, as ondas de choque irão abalar a humanidade e atingir em cheio quatro famílias. Depois de assistir à queda da monarquia, o capitão Artur Teixeira vê as esperanças da República afundarem-se num caos de instabilidade. Adere à revolução militar e recebe uma missão: convencer Salazar a tornar-se ditador.
Satake Fukui cresce num Japão dilacerado entre a tradição e a modernidade. O seu confronto com o militarista Sawa reflecte um braço de ferro que ameaça mergulhar o país e o mundo numa catástrofe sem precedentes. A chinesa Lian-hua nasce com olhos azuis, os mesmos que veem a China arrastada para um choque titânico entre os nacionalistas, os comunistas e os japoneses. Apanhada no fogo cruzado, é raptada por um radical comunista: o jovem Mao Tsé Tung. Os bolcheviques acabam de conquistar a Sibéria e batem à porta da pequena quinta dos Skuratov. Estaline iniciou as coletivizações e Nadezhda e a família são lançados num ciclo de medo, fome e sofrimento. 
Sinopse do livro "O Pavilhão Púrpura": Nova Iorque, 1929. A bolsa entra em colapso, milhares de empresas fecham, milhões de pessoas vão para o desemprego. A crise instala-se no planeta. Salazar é o ministro das Finanças em Portugal e a forma como lida com a Grande Depressão granjeia-lhe crescentes apoios. Conta com Artur Teixeira para subir a chefe de governo, mas primeiro terá de neutralizar a ameaça fascista. O desemprego lança o Japão no desespero. Satake Fukui vê o seu país embarcar numa grande aventura militarista, a invasão da Manchúria, na mesma altura em que tem de escolher entre a bela Harumi e a doce Ren. Lian-hua escapa a Mao Tse-tung e vai para Peiping. É aí que a jovem chinesa e a sua família enfrentam as terríveis consequências da invasão japonesa da Manchúria.  A crise mundial convence os bolcheviques de que o capitalismo acabou. Estaline intensifica as coletivizações na União Soviética e o preço, em mortes e fome, é pago por milhões de pessoas. Incluindo Nadezhda. 

Sinopse do livro "O Reino do Meio": A guerra rebenta em Espanha e o Japão invade a China. Uma relação extraconjugal nos Açores, o atentado contra Salazar e as intrigas palacianas em Tóquio aproximam o coronel Artur Teixeira do cônsul Satake Fukui na mais imprevisível e perigosa das cidades – a Berlim de Adolf Hitler. Lian-hua, a chinesa dos olhos azuis, está prometida a um desconhecido quando vê os japoneses entrarem em Pequim e a sua vida se transforma num inferno. O mesmo espetáculo é observado pela russa Nadezhda Skuratova em Xangai, onde se apaixona por um português que a forçará a uma escolha impossível. A Berlim do blackout, dos boatos e das anedotas, do Hotel Adlon, das suásticas que brilham à noite e das lojas vazias com vitrinas cheias; a Pequim das mei po casamenteiras, dos chi pao de seda, dos cules e dos riquexós; a Tóquio do Hotel Imperial, dos golpes no Kantei, do zen e dos códigos de honra giri e ôn; e a Xangai da Concessão Internacional, dos portugueses do Clube Lusitano, dos néones, do Bund, das taxi-girls russas e dos bordéis. Senhor de uma prosa sem igual, José Rodrigues dos Santos está de regresso ao grande romance com a conclusão da história inesquecível das quatro vidas que o totalitarismo moldou. Lendo-se como um romance autónomo, O Reino do Meio encerra em grande estilo a polémica Trilogia do Lótus, uma das mais ambiciosas e controversas obras da literatura portuguesa contemporânea.

Apesar desta trilogia não se focar só na época da Segunda Guerra Mundial,

acho relevante a sua leitura pelo simples facto de compreender como tudo chegou àquele ponto.

Nesse aspeto, de entrar na cabeça das pessoas e explicar a mentalidade das várias épocas, fez um trabalho formidável. 

4. O Diário de Anne Frank, Anne Frank. Diário, Livro Não-Ficção. Autobiografia. Avaliado com 5 estrelas. 

Sinopse: Todos conhecem a história profundamente dramática da jovem Anne Frank. Publicado pela primeira vez em 1947, por iniciativa de seu pai, o diário veio revelar ao mundo o que fora, durante dois longos anos, o dia-a-dia de uma adolescente condenada a uma voluntária auto-reclusão, para tentar escapar à sorte dos judeus que os alemães haviam começado a deportar para supostos "campos de trabalho". Tentativa sem final feliz. Em Agosto de 1944, todos aqueles que estavam escondidos no pequeno anexo secreto onde a jovem habitava foram presos. Após uma breve passagem por Westerbork e Auschwitz, Anne Frank acaba então por ir parar a Bergen-Belsen, onde vem a morrer em Março de 1945, a escassos dois meses do final da guerra na Europa.

5. A Bibliotecária de Auschwitz, Antonio G. Iturbe. Romance. Avaliado com 5 estrelas.

Sinopse: Auschwitz-Birkenau, o campo do horror, infernal, o mais mortífero e implacável. E uma jovem que teima em devolver a esperança. Sobre a lama negra de Auschwitz, que tudo engole, Fredy Hirsch ergueu uma escola. Num lugar onde os livros são proibidos, a jovem Dita esconde debaixo do vestido os frágeis volumes da biblioteca pública mais pequena, recôndita e clandestina que jamais existiu. No meio do horror, Dita dá-nos uma maravilhosa lição de coragem: não se rende e nunca perde a vontade de viver nem de ler porque, mesmo naquele terrível campo de extermínio nazi, «abrir um livro é como entrar para um comboio que nos leva de férias».

6. A Rapariga Que Roubava Livros, Mark Zusak. Romance, Avaliado com 4 estrelas.

Sinopse: «Quando a morte nos conta uma história temos todo o interesse em escutá-la. Assumindo o papel de narrador em "A Rapariga que Roubava Livros", vamos ao seu encontro na Alemanha, por ocasião da segunda guerra mundial, onde ela tem uma função muito ativa na recolha de almas vítimas do conflito. E é por esta altura que se cruza pela segunda vez com Liesel, uma menina de nove anos de idade, entregue para adoção, que já tinha passado pelos olhos da morte no funeral do seu pequeno irmão. Foi aí que Liesel roubou o seu primeiro livro, o primeiro de muitos pelos quais se apaixonará e que a ajudarão a superar as dificuldades da vida, dando um sentido à sua existência. Quando o roubou, ainda não sabia ler, será com a ajuda do seu pai, um perfeito intérprete de acordeão que passará a saber percorrer o caminho das letras, exorcizando fantasmas do passado. Ao longo dos anos, Liesel continuará a dedicar-se à prática de roubar livros e a encontrar-se com a morte, que irá sempre utilizar um registo pouco sentimental embora humano e poético, atraindo a atenção de quem a lê para cada frase, cada sentido, cada palavra.

7. Perguntem a Sarah Gross, João Pinto Coelho. Avaliado com 5 estrelas. 

Sinopse: Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador. Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.

Quais são os vossos preferidos sobre esta temática?

Gostaram de algum destes livros?

Deixem aqui nos comentários as vossas opiniões.

xoxo, 

Mummy

P.s. Todas as sinopses foram retiradas do site goodreads. 

22.01.19

My Mummy Drives Me Crazy #2 - edição de janeiro 2019


Tânia Oliveira

Bom dia :)

Enquanto a minha Mummy prepara-me o pequeno-almoço, vou-vos contar uma situação um pouco chata, mas necessária que acontece em 99% das famílias deste país. Já sabem que qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência... Ou não... Ou Sim, estou na fase de querer tudo e de não querer nada. Deal with it ahaha Aqui vai:

Eram 20h. A norma lá em casa é a seguinte: todos têm de estar à mesa às 20h para jantar. Estávamos todos sentados, eu, a Mummy, a Avó e o Avô. Serviram-se todos e tal e qual como fazemos nos casamentos, agarrei num garfo e bato com ele no copo. E antes que Mummy pudesse refilar e dizer que não estamos num casamento, eu levantei o dedo indicador, como aviso de que algo importante estaria prestes a acontecer.

- Mummy, Avó, Avô, como elemento mais importante desta família até à data, tenho um aviso muito importante a dar. Espero que não tenha de voltar a ter esta conversa, acho que já são grandes o suficiente para terem juízo. Bom, caso vocês não saibam, a época do ano em que nos encontramos é o Inverno. Alguém dos três sabe qual é a doença mais comum nesta estação do ano?

Antes que algum de nós, pudesse sequer considerar dar a resposta, ela abana a cabeça e diz:

- É a gripe, não sei o que vocês aprenderam na escola. A gripe pega-se, é contagiosa, enfim, vocês sabem disso, certo? Então expliquem-me qual a razão de vocês me estarem sempre dizer para me agasalhar, para levar guarda-chuva, entre outra coisas, se vocês estão todos constipados e eu sou a única que não está? Por isso, hoje não há sobremesa para ninguém, ou aliás há, chama-se chá de cebola sem açúcar, faz bem à tosse e antes de irem dormir, vão beber chá de limão com mel.

O avô interrompeu-a e disse:

- Mas, Baby, tu sabes que o avô não é fã de …

Antes que o Avô pudesse acabar a frase, Baby disse:

- E não quero desculpas, e “Ai! Que eu não gosto!”, “Ai! Não quero!”, não quero saber, faz bem à saúde e tem de ser. Soa-vos familiar? É precisamente, isto tudo o que vocês me dizem. Por isso, … Atchim, atchim, atchim.

Mummy controla-se para não rebolar a rir-se e só diz para a Avó:

- Bem, Vó, acho que temos de fazer chá para mais uma pessoa.

Baby replica:

- Mas, Mummy, não quero.

- Baby, não é uma questão de querer ou não querer, faz bem à saúde.

Xoxo,

Baby

 

 

16.01.19

Sobre o Livro #10 Tropa de Elite 2 - edição Junho - desafio literário


Tânia Oliveira

Olá ;)

Tropa de Elite o filme, foi assim que eu travei conhecimento com este nome. Sabendo que existia um filme, não sabia que existia um livro. Pensava eu, na minha ingenuidade, que as histórias retratadas no filme se baseavam na realidade, não na realidade e num livro. Dizem que o primeiro filme foi visto por 2.4 milhões de pessoas e corre o rumor de que cerca de 15 milhões terão visto de forma ilegal. O tropa de elite 2 foi visto por cerca de 11 milhões de pessoas, fora o número que é desconhecido de pessoas que o terão visto de forma ilegal.

O primeiro filme da saga Tropa de Elite baseava-se mais na luta da Polícia Militar contra as milícias e a corrupção existente. O filme também retratou o processo duro de integrar no tão famoso, BOPE, acrónimo para Batalhão de Operações Especiais. No filme é citado que Polícias de todo o mundo vêm treinar e aprender com o BOPE. Enquanto este primeiro filme se centra mais nas milícias, o segundo livro e filme centram-se na corrupção do poder nas chefias da polícia, governo e como os representantes do povo, muitas vezes, encontram-se nas mãos de traficantes e milícias.

O segundo filme é baseado ou inspirado no segundo livro A Tropa de Elite 2. Este livro é escrito por quatro pessoas diferentes, duas delas têm ligações à polícia, nomeadamente André Batista e Rodrigo Pimentel.

No início, os autores descrevem a corrupção de base, da polícia militar e da sua relação com as milícias. A forma como é descrita a corrupção, a maneira simples e corriqueira como começa. Numa segunda parte do livro, os autores retratam como o BOPE enfrenta as dificuldades, as (falsas ou verdadeiras?) denúncias, os ordenados baixos, os horários, etc. Para depois, se analisar a relação do poder com o BOPE e a polícia militar. A queda da ilusão de que tudo não é preto, nem branco. Que 99% das vezes, é cinzento e consequentemente, heróis transformam-se em vilões aos olhos de terceiros, vilões pintados como terroristas por falta de escolha ou por não desejarem uma morte violenta e certa.

Este livro, e por consequência o filme, foi um sucesso porque não branqueou a realidade. Não escolheu um prisma bonito para contar uma história horrível. Apesar de ser baseado em fatos reais ou inspirado em fatos reais, o que é certo é que a violência choca, mas não surpreende. Terrível esta afirmação, não é? Mas quantas notícias não vemos na televisão em que o Rio de Janeiro se encontra entre as cidades mais perigosas do mundo? E apesar das cenas de violência serem duras, ainda bem que não foram branqueadas, na minha opinião só aumenta a qualidade do livro.

Vi o filme faz há alguns anos e à medida que ia lendo o livro, queria lembrar-me das cenas do filme, da sequência do enredo e não consegui. Acho que os dois têm semelhanças, mas acabam por serem duas obras-primas diferentes, mas muito boas, cada uma à sua maneira. Não é por nada, que o segundo filme Tropa de Elite 2 só foi destronado em 2016 pelo filme Os Dez Mandamentos – O Filme.

Aconselho vivamente esta leitura. E não façam como eu, não tentem imaginar as cenas de violência.

Avaliado no goodreads com 4 estrelas.

Já leram este livro? Já viram os filmes, o que acharam? Deixem as vossas opniões nos comentários. 😉

xoxo, 

Mummy

06.01.19

My Baby Drives Me Crazy #4 - edição de janeiro 2019


Tânia Oliveira

Bom dia ;)

"Look! Who's back again?" Sim, estou a citar uma canção de Bruno Mars para anunciar de que a rubrica da Mummy e da Baby está de volta!

Para quem é novo aqui no blog, eu sei que pareço uma influencer a falar, mas esta rubrica é mensal, ou pelo menos, esforça-se para ser. Fala sobre aventuras, situações engraçadas ou são, simplesmente, diálogos entre Mummy e Baby. Relembro de que os posts são para ser lidos, com algum ou com muito sentido de humor, tudo depende das horas de sono que cada Mummy tenha no sistema. Relembro de que comentários negativos serão abolidos ou como disse uma vez a Baby de que ela não se controlará a responder. É a vida!

Posto isto, vou abordar um assunto que é comum a todas as mães e respetivos filhos/filhas. A forma como os filhos/filhas chamam as mães. Aqui fica registado um dos muitos diálogos que exemplificam esta situação que, por vezes, se torna um martírio. 

- Baby, vou à sala buscar uma coisa. 

Baby, como está entretida, nem ouve o que a Mummy diz. De repente, apercebe-se do inconcebível, Mummy não está na mesma divisão que Baby. O que começa por ser um chamamento curto, depressa as sílabas ganham vida e não se consegue controlar. Começa a chorar, a gritar:

-Mummy, mummmy, muuuuuuummmmmmy. Mmmmmmuuuuuuummmmmmmyyyyyyyyyy. 

Da sala, uma voz faz-se ouvir:

- Baby, já vou.

Mas o choro continua, Baby só grita e chora e só quer a Mummy. Então, Mummy interrompe o que está a fazer e vai para a mesma divisão que Baby. Ao ver Mummy, Baby pára de chorar e de gritar, uma alegria inimaginável invade-a. Começa a correr em direção a Mummy, como se já não a visse há anos. Salta para o colo da Mummy e diz: 

- Mummy, não me ouviste chamar-te? Eu chamei-te, disse o teu nome completo, Mummy. Da próxima vez, ficas de castigo e não comes a sobremesa. 

E é assim, tenho uma Baby em casa que acha que me chamo Mummy Mummmmyyyy.

What can I do?

XOXO,

Mummy

 

 

05.01.19

#10 Balanço de 2018 e objectivos para 2019


Tânia Oliveira

Boa noite :)

2018 foi um ano confuso, difícil de explicar por palavras. Foi um ano de altos e baixos, em todas as áreas da minha vida, mas com particular ênfase na vida profissional. Senti que me comprometi com alguns objetivos e senti que, por vezes, não estive à altura. Senti que desiludi algumas pessoas, mas principalmente desiludi a mim própria, pior que isso, deixei que mexessem na minha autoconfiança e autoestima. 

Apesar de tudo, ao longo deste ano, a nível profissional, aprendi, cresci, fui-me abaixo, reergui-me, fui-me abaixo, fiquei zen, fiquei apática, lutei, chorei, ri.  

As lições que levo de 2018 a 2019 são algumas, mas a principal é que caso não acordes com um sorriso na cara para ires trabalhar, para ires fazer uma atividade ou ires ter com alguém, então não faças, não vás. Não é uma questão de ser radical, é uma questão de nos escolhermos, de nos colocarmos em primeiro lugar e sobretudo, de aprendermos a gostarmos de nós próprios e termos energia positiva à nossa volta. 

Por isso, para este ano não faço resoluções de ano novo. Não vou colocar toda uma pressão em mim própria, só para tentar cumprir algo imposto pela sociedade. Quero lembrar-me de tudo aquilo que aprendi e deixar de ser tão exigente quanto à vida e a mim própria. Quero lembrar-me do quão mal me senti, do quão insastifeita e frustada me senti. Lembrar-me de que o dinheiro pode ajudar a realizar muitos sonhos, mas não paga a satisfação de trabalhares com quem gostas, não paga a alegria de teres boas pessoas à tua volta. Lembrar-me de que é preferível viver com menos e estar feliz do que com muito e não querer sair da cama. Lembrar-me de que não conseguimos agradar a gregos e a troianos, é impossível. E não há problema nenhum nisso! Esqueçam esse esforço, nem sempre a empatia existe, nem sempre o timing é o certo e não faz mal. Todos entram na nossa vida por algum motivo, da mesma forma que nós entramos na vida dessas pessoas por alguma razão, seja ela boa ou má. Recordem que o sentimento de empatia quando é verdadeiro, é simplesmente maravilhoso e não dá para disfarçar. Os sorrisos, os risos, os abraços, o companheirismo são verdadeiros e são atitudes que não dá para fingir. 

Por isso, quero:

  1. agradecer pelos momentos bons e aprender a desfrutá-los sem ansiedade;
  2. lembrar-me que a vida é difícil, mas as dificuldades servem para nos enrijecer ou para aprendermos algo de que outra forma não aprenderíamos;
  3. lembrar-me que não temos de agradar/darmo-nos bem com todos;
  4. ouvir mais a intuição, ela nunca se engana, mesmo que achemos que ela está errada;
  5. recordar de que podemos e devemos arriscar. Mesmo que não resulte ou que os resultados não sejam aqueles que queríamos, não faz mal. Saímos da zona de conforto e arriscamos!
  6. recordar de que nunca é tarde para sonhar, que os sonhos podem tornar-se reais.
  7. lembrar que o mais importante é estarmos bem connosco mesmos, estarmos rodeados de amor, termos saúde e vontade de arriscar. 

Tudo o resto é acréscimo, 

mas atenção, mais do que bem-vindo. 

Por isso para este ano tenho objetivos simples, mas desafiantes, especialmente a nível pessoal e profissional. Não sei se conseguirei concretizá-los ou não, mas tentarei lutar por eles com todas as forças que eu tenho.

A nível do blog, irei concluir nos próximos dias o desafio literário de 2018. Faço questão do concluir! :) 

As rubricas vão continuar e umas novas irão aparecer a seu tempo. Por isso, fiquem atentos. ;) 

Feliz 2019 ;)

Kisses,

Mummy